A Ponte Preta sofreu um novo transfer ban ao não cumprir acordo para quitação de dívidas. A punição foi aplicada pela Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD). Assim, o clube está impedido de registrar jogadores na CBF.
A punição é válida por 6 meses, mas poder ser anulada antes, caso a situação seja regularizada. Atualmente, a janela de transferências no futebol brasileiro está fechada, com previsão de abertura para 20 de julho.
A ausência de comprovação do pagamento de parcelas para quitar cerca de R$ 18 milhões de dívidas a jogadores, técnicos, intermediários e clubes em até 10 anos gerou a punição. O plano coletivo foi firmado com a CNRD em setembro de 2024.
Existe o risco de a Ponte também sofrer um transfer ban da Fifa, já que há atrasos no pagamento de parcela do total de R$ 227.777,75 por dívidas acumuladas com o zagueiro Luis Haquin, que passou pelo Majestoso em 2024.
A Ponte já ficou impedida de registrar jogadores entre julho de 2025 e janeiro de 2026 ao sofrer um transfer ban da CNRD e da Fifa.
A medida foi determinante no rebaixamento do time no Campeonato Paulista da atual temporada. O elenco reduzido no início da competição impactou no rendimento da equipe, que não conseguiu resultados dentro de campo.
O caso atual é um dos desdobramentos da crise financeira do clube. Jogadores e funcionários sofrem com atrasos recorrentes de salários. O elenco tem uma promessa da direção de que neste mês parte dos vencimentos devidos serão pagos. Em abril, a situação precisou de intervenção do Sindicato dos Atletas do Estado de São Paulo.
Em campo, o time volta a jogar neste sábado (9), quando recebe o Sport, às 18h30, no Moisés Lucarelli, pela oitava rodada da Série B. A Ponte está colada na zona de rebaixamento e busca a vitória para aliviar a pressão.












