O Dia Nacional do Choro será comemorado com todas as honras em Campinas nesta quarta-feira (22) pelo coletivo “Clube do Choro de Campinas”, que abrirá a noite com uma roda especial a partir das 19h na Cervejaria Confra em Barão Geraldo.
Para comemorar o dia 23 de abril, data em que se celebra o aniversário de Pixinguinha, o Clube traz para a roda os músicos Guilherme Ribeiro da roda de choro “Gloriosa” de Jundiaí, Mabel Zattera e Rafael Meira do “Clube do Choro de Limeira”, Rafael Velloso do clube do choro de Pelotas/RS que se juntarão a integrantes de regionais de Campinas, como “Choro Bandido” com os chorões André Ribeiro, Daniel Romanetto e Chico do pandeiro, e o regional “Arte do Choro” com Eduardo Pereira, Dudu Baradel e Rildo Carvalho. A roda de choro é aberta para quem quiser chegar e se juntar aos músicos.
O Clube do Choro de Campinas é um coletivo coordenado pelos músicos Rodrigo Eisinger e Márcio Caparroz e a roda de choro é realizada as quartas-feiras na Cervejaria Confra. A roda está sempre aberta para os músicos que queiram participar.
O repertório passeia pelos grandes compositores e choros como: Cochichando, Vou Vivendo, Carinhoso, Bole Bole, Noites Cariocas, Corta Jaca, Delicado, Vê se gostas, Flor Amorosa, Odeon, Aeroporto do Galeão, Eu quero é sossego e muitos outros. Campinas tem uma cena importante voltada para o choro. Muitos conjuntos vêm se apresentando em bares e restaurantes que já têm data semanal, assim como em eventos públicos e privado.
O Choro ou Chorinho é o primeiro gênero musical brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro no final do século XIX a partir da mistura de influências europeias (polca e valsa) e africanas (lundu). Reconhecido pelo Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (IPHAN) teve a data de 23 de abril instituída em 2009 para fortalecer o gênero e manter viva a tradição da música popular brasileira. A data é uma homenagem ao grande maestro e chorão Pinxinguinha.
Ao longo da história do chorinho destacam-se os chorões, além de Pixinguinha, Joaquim Callado Jr., considerado o “pai do choro”, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth , Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, inclusive Villa-Lobos e Radamés Gnattali. A formação tradicional de conjuntos de choro é chamada de regional e inclui violão (especialmente o de 7 cordas), cavaquinho, bandolim e pandeiro, podendo incluir flauta e clarinte. Dentro os tantos regionais que foram sucesso, tem O Choro de Calado (aproximadamente 1870), Oito Batutas (1919), Regional de Benedito Lacerda (1934), Regional do Canhoto (1951), Época de Ouro (1964), Galo Preto (1975), Os Carioquinhas (1977), Nó em Pingo D’Água (1979) e Camerata Carioca (1979).
SERVIÇO
Roda especial com Clube do Choro de Campinas e convidados
Dia: 22 de abril – quarta-feira
Horário: das 19h às 22h30
Local: Cervejaria Confra – Rua José Martins, 503, Barão Geraldo, Campinas
Couvert artístico: opcional











