O zagueiro David Braz decidiu deixar a Ponte Preta. Nesta terça-feira (10), horas antes da partida contra o Cuiabá, ele anunciou sua despedida do clube em uma postagem nas redes sociais. O experiente jogador de 39 anos estava treinando separadamente do elenco há 20 dias em razão dos salários atrasados.
“Como é de conhecimento público, são enormes os percalços que o clube tem enfrentado. Batalhei contra essas adversidades até onde foi humanamente possível. Por isso, diante de um cenário que considerei irreversível, entendi que não seria justo — nem comigo e nem com a instituição — permanecer sem ter as condições reais de ajudar como o clube precisa. Optei por sair com dignidade e com a consciência tranquila de quem deu o seu melhor até o último minuto”, publicou o jogador em sua conta no Instagram.
“Agradeço a todos que caminharam ao meu lado durante esse período, em especial aos torcedores, que sempre reconheceram o meu esforço dentro de campo. Desejo de coração que a Ponte Preta reencontre o caminho das conquistas e do sucesso que a sua grandeza e a sua torcida merecem”, finalizou.
Com passagens por grandes clubes como Santos, Flamengo e Fluminense, Braz foi contratado pela Ponte Preta no início da temporada depois de deixar o Guarani no ano passado. Com a camisa alvinegra foram 12 jogos. Agora, está livre no mercado.
Sua saída acontece em um cenário de turbulência na Ponte. Os recorrentes atrasos salariais já levaram Rodrigo Saravia a seguir o mesmo rumo do zagueiro. O volante rescindiu com a alvinegra e acertou sua transferência ao Boston River, do Uruguai.
Já Bryan Borges está com o futuro indefinido. Afastado do elenco após uma discussão com o vice-presidente Marco Eberlin durante reunião para tratar sobre a falta de pagamento, o lateral/atacante pode ter o Ceará como destino.
Clima de incerteza ameaça a permanência de outros atletas
Depois da derrota da Ponte para o Cuiabá por 2 a 1, no Moisés Lucarelli, terça à noite, o goleiro Diogo Silva voltou a comentar sobre o momento adverso. A diretoria pagou um mês dos atrasados na última semana, mas a medida, diz o goleiro, não amenizou a crise.
“Recebemos janeiro, mas estamos em junho”, enfatizou. “Não existe uma negociação. Estamos apenas treinando, fazendo a nossa parte e esperando que a situação se revolva.”
A Ponte volta a campo domingo (14), às 11h, em Caxias, para enfrentar o Juventude pela 13ª rodada da Série B. Há seis jogos sem vencer, com cinco derrotas e um empate na sequência, a Macaca ocupa a vice-lanterna, com 8 pontos.












