Na dúvida entre natação e corrida, pratique os dois. Mas, se o objetivo for exclusivamente o desenvolvimento do coração, a atividade mais adequada é a natação. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e apoiado pela Fapesp mostrou que a natação é mais efetiva que a corrida no crescimento saudável do coração e na melhora da força de contração do miocárdio.
O experimento utilizou ratos, que foram submetidos a oito semanas de treinamentos de corrida e na água, com sessões diárias de 60 minutos, cinco vezes por semana. Na comparação entre os dois exercícios, a natação apresentou aumento da massa cardíaca e do ventrículo esquerdo do coração, ao passo que a corrida não atestou mudanças significativas nos animais testados.
“A corrida e a natação diferem principalmente quanto ao ambiente, à mecânica e às exigências fisiológicas. Biomecanicamente, a corrida apresenta um padrão cíclico dos membros inferiores com estabilização do tronco, enquanto a natação exige coordenação complexa entre membros superiores e inferiores, associada à maior controle respiratório”, afirma Andrey Jorge Serra, professor da Unifesp e coordenador do estudo apoiado pela Fapesp.
O especialista atribui esse ganho ao ambiente em que a natação é empreendida. “Ao realizar exercício em meio aquático, o aumento do retorno venoso pode ter contribuído para maior aumento da massa cardíaca e melhora da função do músculo cardíaco nos ratos submetidos à natação.”
À parte o resultado do estudo, a adoção de uma rotina de exercícios físicos garante melhorias a curto e longo prazo para a saúde, apurando a coordenação motora e mitigando o risco de doenças, além de promover socialização e combater enfermidades psiquiátricas.
“O mais importante é a aderência ao exercício que proporcione maior prazer ao praticante. A natação, por exemplo, mostra-se particularmente interessante para indivíduos que apresentam dificuldade em realizar corrida várias vezes por semana. Nesse contexto, sua inclusão pode contribuir para a redução dos impactos mecânicos associados à corrida sobre o sistema osteomuscular (relativo a ossos, músculos, tendões, ligamentos e articulações)”, finaliza Andrey.











