O dia seguinte do Guarani à derrota para o Paysandu de virada por 3 a 2, domingo (12), em Belém, foi de inconformismo. E as críticas tiveram como alvo não apenas a atuação do time, que foi para o intervalo vencendo por 2 a 0, mas permitiu a reação do adversário na etapa final. O Guarani também fez fortes contestações à arbitragem após a validação de um gol irregular dos donos da casa, o de empate, anotado por Ítalo.
Há quatro jogos sem vencer, com dois empates e duas derrotas do período, o Guarani caiu da liderança para a quinta colocação e passa pelo seu pior momento na Série C. Em 12 pontos disputados, ganhou apenas 2.
Arbitragem
Logo após o jogo, no domingo à noite, o clube publicou uma nota oficial de repúdio contra a arbitragem. A direção reforça sua revolta ao acrescentar na manifestação dois pênaltis não marcados no empate por 0 a 0 diante do Floresta, no Brinco de Ouro, na rodada passada. A arbitragem não conta com VAR na primeira fase da Série C.
Confira a nota na íntegra:
“O Guarani Futebol Clube repudia veementemente os erros grotescos de arbitragem que vêm prejudicando o clube de forma recorrente nas últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro. Identificamos dois pênaltis claros não assinalados a favor do Guarani na partida anterior (4/7), contra o Floresta, e o clube voltou a ser gravemente prejudicado neste domingo, diante do Paysandu. Um dos gols que definiu o placar da partida foi validado mesmo após um impedimento escandaloso, em um lance de fácil interpretação e que deveria ter sido prontamente assinalado pela equipe de arbitragem.
É inadmissível que erros dessa magnitude continuem interferindo diretamente nos resultados de uma competição nacional. O Guarani exige respeito à sua história, aos seus profissionais, torcedores e ao trabalho desenvolvido diariamente dentro de campo.
O clube cobrará, pelos meios oficiais, os devidos esclarecimentos da Comissão de Arbitragem da CBF, esperando providências concretas para que falhas dessa natureza deixem de comprometer os resultados da competição”.
“Temos que ter vergonha na cara”
O técnico Élio Sizenando, por sua vez, evitou comentar sobre arbitragem e concentrou suas declarações ao contraste entre o primeiro e o segundo tempo do Guarani na partida. Ele lamentou o resultado e cobra reação.
“Foi um resultado duro de assimilar. Fizemos um baita primeiro tempo, dentro do que foi planejado. Mas no segundo tempo, diante do forte calor, recuamos demais, não ficamos tanto com a bola e deixamos o adversário jogar. O Paysandu, por estar em casa, cresceu e tomamos esse revés. O nosso segundo tempo não existiu. É triste, duro, mas temos que ter vergonha na cara para nos cobrarmos. Agora, é pedir desculpas ao torcedor e fazer o dever de casa. Tenho certeza que vamos reagir”, declarou Élio.
O Guarani tem agora praticamente duas semanas de folga na tabela e só volta a campo dia 27, quando recebe a Inter de Limeira, no Brinco de Ouro.
Durante o período de preparação, Élio espera contar com os retornos do zagueiro Jonathan Costa e do meia-atacante João Paulo que se recuperam de lesões. Já o meia Carlos Eduardo e o atacante Hebert foram punidos com o terceiro cartão amarelo em Belém e terão de cumprir suspensão.












