O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp entrega nesta sexta-feira (10) a nova área da Medicina Nuclear e o novo equipamento SPECT/CT-CZT, o primeiro instalado na América Latina em um hospital público com a tecnologia baseada em detectores CZT (Cádmio-Zinco-Telúrio).
O novo equipamento com inteligência artificial (IA) garante a obtenção de imagens com altíssima qualidade e precisão de corpo inteiro em 3D. A tecnologia do novo SPECT/CT assegura ainda, a obtenção de imagens com uso de elementos radioisotópicos 4 vezes mais rápido do que os equipamentos convencionais, proporcionando menos desconforto aos pacientes.
O novo equipamento é o Sistema Veriton-CT 416 Digital SPECT/CT-CZT que foi adquirido por R$ 8,6 milhões com recursos da Fapesp – projeto CEPID CancerThera, que tem o Hemocentro-Unicamp como instituição sede -, da Unicamp e de emendas parlamentares indicadas pelos deputados federais Adriana Ventura, Kim Kataguiri, Paulo Freire e pela ex-deputada Katia Sastre.

Já o investimento total para execução das adaptações na área de Medicina Nuclear foi de R$ 2,1 milhões executado com recursos da Fapesp (reservas técnicas do projeto CEPID). Os investimentos da Fapesp também contemplaram um pacote de atualização no valor de US$ 400 mil para o upgrade de outro importante equipamento da área, que é o PET/CT.
Segundo Bárbara Juarez Amorim, coordenadora da área de Medicina Nuclear do HC da Unicamp, os investimentos realizados na Medicina Nuclear do HC da Unicamp nos últimos anos, posicionam o serviço do hospital como um dos mais importantes do País com tecnologias de última geração à disposição do SUS.
“O novo SPECT/CT-CZT representa o estado da arte em inovação, com capacidade para realizar diagnósticos precisos em câncer, incluindo a dosimetria interna para o planejamento terapêutico, além de proporcionar mais conforto para o paciente, sendo a maioria oncológicos, e a possibilidade de diminuição da dose de radiofármacos usados nestes tipos de exames”, explica Bárbara.

Segundo o professor Cármino de Souza, coordenador do projeto CEPID CancerThera (Centro de Inovação Teranóstica em Câncer) da Fapesp, a conclusão desse projeto de modernização se concretiza após quatro anos de planejamento e foi estruturado para ser multiinstitucional – Unicamp, HC, Hemocentro, Fapesp – pela relevância dos investimentos, da produção científica e para a assistência.
“A tecnologia SPECT/CT-CZT ampliará significativamente as possibilidades científicas, tecnológicas e educacionais especialmente no âmbito do teranóstico, além de proporcionar benefícios assistenciais substanciais para o HC”, detalha Carmino.












