A segunda-feira (21) amanheceu triste para os católicos, mas cheia de significados e reflexões decorrentes do pontificado de 12 anos do papa Francisco, que morreu em Roma, aos 88 anos. Um jornalista da região de Campinas carrega com imenso simbolismo um encontro pessoal que teve com o pontífice. Francisco pegou em suas mãos e abençoou a ele e a sua mãe. Essa histórica aproximação aconteceu em setembro de 2024.
“Fui a trabalho ao Vaticano com uma agência de turismo especializada em peregrinações. E tive a oportunidade de levar meus pais. Fomos acompanhar as comemorações dos 500 anos de fundação da Ordem dos Teatinos, uma congregação de padres”, recorda o jornalista, hoje diretor de Comunicação da Prefeitura de Valinhos. À época, era diretor da Rádio Brasil, de Campinas.
“O último compromisso da semana antes de voltarmos para casa era uma audiência com o papa e uma missa na Basílica de São Pedro. Eram 1200 pessoas”, comenta.
Felipe Zangari lembra que o encontro foi inesperado e aconteceu por uma situação de saúde de sua mãe, Adelina Zangari Flor. “Minha mãe caminha com dificuldade em razão de ter colocado próteses nos joelhos. Como já estava cansada da viagem, eu decidi alugar para ela uma cadeira de rodas. E, chegando na Basílica, a segurança nos colocou na segunda fila, por conta de eu estar empurrando a cadeira” acrescenta. “Não estava nada previsto para esse encontro próximo. Foi um grande presente da providência divina para nós”, afirma.

Legado do papa
Felipe Zangari tem atuação importante na comunicação social católica. Ele é coordenador do Setor Rádio da SIGNIS Brasil (Associação Católica de Comunicação) e também conselheiro da Abert (Associação Brasil de Emissoras de Rádio e TV).
O jornalista vê um papa “à frente de seu tempo”, que percebeu as transformações e urgências da sociedade contemporânea. Para ele, Francisco será lembrado como um pontífice do “diálogo”, com um papado voltado à defesa de valores que convergem para a união dos povos, sem distinção de religiões.
Para ele, o papado de Francisco “é uma luz para os nossos dias” e “um chamamento à consciência”. Felipe Zangari destaca papel de líder visionário, que construiu suas relações por meio do diálogo, com evidente preocupação para as questões ambientais e sociais.
“O pontificado do papa Francisco entrará para a história da doutrina social da Igreja como um homem que percebeu com muita sensibilidade os dramas da sociedade do século 21. Ele ofereceu respostas com base no Evangelho”, encerra.












