A Justiça bateu o martelo e sacramentou a realização de novas Eleições Gerais no Guarani para a definição dos integrantes nos cargos dos conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal.
A decisão acontece após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) negar recurso da diretoria do clube, que tentava manter o resultado do pleito realizado em dezembro de 2025.
Assim, prevalece a determinação de primeira instância, proferida pela juíza Ana Lia Beall, da 11ª Vara Cível de Campinas, e que apontou irregularidades no processo eleitoral do ano passado.
O relator Enéas Costa Garcia, da 1ª Câmara de Direito Privado, indeferiu na segunda-feira (4) o pedido de efeito suspensivo solicitado pelo Guarani. “Não se constata situação de urgência ou verossimilhança apta a justificar a concessão da liminar”, escreveu.
Trata-se do desfecho da ação, que apontou desvios no processo de impugnação da candidatura de Felipe Ramos Roselli, líder da chapa de oposição.
Em um primeiro momento, a juíza suspendeu a posse dos membros eleitos, mas em seguida manteve os atuais ocupantes dos cargos para o clube não ficar sem representatividade.
No mesmo despacho, determinou a realização de novas eleições em 30 dias corridos, a contar a partir de 17 de abril de 2026, data inserida no documento.
O Guarani agora aguarda um direcionamento da Justiça para começar a organizar o pleito.
“Questionamos a juíza se deverá ser publicado um novo edital, se as chapas serão mantidas, se haverá votação dos recursos, votação para o presidente da assembleia”, afirma o advogado de defesa da atual administração e também presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Guarani, André Torquato.
De acordo com Torquato, a batalha judicial paralisa o clube, principalmente o processo de implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ele diz que a negociação com investidores só poderá ser retomada após o fim da instabilidade jurídica.












