O técnico Marcelo Fernandes pediu desculpas à torcida pontepretana após a derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, no último sábado (7), que decretou o rebaixamento da Ponte Preta à Série A2 do Campeonato Paulista com uma rodada de antecedência. Segundo o treinador, a própria diretoria reconheceu a responsabilidade pela queda, mas jogadores e comissão técnica também têm sua parcela.
“É pedir desculpas à torcida. Infelizmente, a gente não conseguiu dar o mínimo possível. A gente está doído. A Ponte é forte e com certeza vai se levantar. Todos sabem o que aconteceu. Todos têm noção. Mas todos ganham e todos perdem. Até o próprio presidente falou com a gente agora que a maior culpa é da diretoria. Mas a gente tem a nossa parcela também. A gente espera que tudo se organize. Todos sabem que, do jeito que está, não tem como se normalizar”, afirmou o técnico em entrevista coletiva.
Este foi o quinto rebaixamento da Ponte no Campeonato Paulista: 1960, 1987, 1995, 2022 e agora 2026. Somando as quedas da Série A para a Série B em 2006, 2013 e 2017, e da Série B para a Série C em 1995 e 2024, o clube soma dez rebaixamentos em sua história — três deles nos últimos quatro anos. A campanha atual registra seis derrotas em sete jogos, apenas uma vitória e um dos piores inícios de temporada da Macaca.
Durante a crise, rumores apontavam para uma possível saída de Marcelo. Em diferentes momentos, ele reafirmou a intenção de permanecer e afirmou ter escolhido ficar mesmo diante da situação “premeditada”, em razão das oportunidades que recebeu no clube.
“Seria muito fácil pra mim ter saído antes por tudo que estava aí já predestinado a acontecer. Eu aceitei o desafio. A gente vê o que a diretoria está tentando fazer pela Ponte Preta. Eu sou um profissional, não digo que hoje eu estou feliz por tudo que aconteceu. Mas a Ponte Preta é uma equipe que eu me identifiquei muito, que eu quis lutar. Seria muito fácil sair, mas não. Eu preferi lutar, preferi estar junto, porque a Ponte Preta me deu muito, me abriu as portas no momento que eu mais precisava. O que eu conquistei aqui foi inédito e eu não poderia virar as costas.”
Sobre sua permanência para a sequência da temporada, quando a Ponte disputará a Série B e a Copa do Brasil, o treinador disse que a decisão cabe à diretoria.
“Eu sou treinador do clube e a gente sabe como funciona. Estou aqui totalmente à disposição, continuo trabalhando muito sério. Mas o futuro, né… a gente tem que esperar a direção. Eu, por mim, com certeza, estou aqui na Ponte Preta. Não digo feliz hoje pelo que aconteceu, mas sempre querendo muito honrar essa camisa e essa instituição.”
Marcelo encerrou a entrevista destacando que a responsabilidade é coletiva e projetou uma recuperação para a Série B, que começa em março.
“Eu tenho um milhão de desculpas pra dar, mas acho que não é o momento de ninguém dar desculpa. A gente não pode ter muleta pra nada. Tem que ter caráter e assumir as responsabilidades. A instituição é maior que todos. É uma lição para todos nós. Não tem essa de escolher A, B ou C de culpado. Somos todos culpados, como fomos todos campeões. A Ponte Preta é grande, vai se reerguer. A Série B é duríssima, a Série C já foi dura, né, e a direção está tentando de todas as formas equacionar os problemas para que a Ponte faça um final de ano melhor do que foi o começo.”
A Ponte encerra sua participação no Paulistão de 2026 no próximo domingo (15), às 20h30, no Moisés Lucarelli, contra o São Paulo. O Tricolor busca confirmar vaga na próxima fase, enquanto a Macaca cumpre tabela.











