A Prefeitura de Monte Mor decidiu reforçar a vigilância nas demais unidades escolares do Município em razão do episódio de ataque terrorista protagonizado por um jovem de 17 anos na manhã desta segunda-feira (13). Ele jogou duas bombas de fabricação caseira em duas escolas, mas não conseguiu invadir os estabelecimentos. O adolescente portava uma braçadeira com a suástica, símbolo nazista. Com o jovem foram encontrados uma machadinha, simulacro de arma de fogo, além de garrafas com combustível. Anotações e livros de apoio ao nazismo também foram achados em sua casa. O menino foi apreendido e deve ser encaminhado para a Fundação Casa. Os alvos foram as escolas Estadual Professor Antonio Sproesser e Municipal Vista Alegre, que funcionam no mesmo prédio. Segundo a Polícia Militar, “na ação, não houve feridos e nem danos significativos à estrutura da escola”.

O reforço na vigilância está sendo conduzido pela Secretaria de Segurança do Município, por meio da Guarda Civil. A medida ocorre por conta da sensação de insegurança que dominou as escolas, deixando aflitos os alunos, seus pais, professores e servidores. A princípio, o jovem teria agido sozinho.
A Prefeitura também decidiu colocar à disposição da comunidade escolar um suporte de atendimento psicológico para acolher estudantes, familiares, docentes e funcionários. O ataque pode gerar estresse pós-traumático e motivar crises de ansiedade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o plantão está disponível a partir desta terça-feira (14) unidade de ensino Vista Alegre. A escola funciona no mesmo prédio, de forma compartilhada, da EE Professor Antonio Sproesser.
Um caderno com anotações confusas também foi achado com o jovem. Numa das frases, ele escreve: “As escórias não conseguiram me influenciar. Não faço parte deles. Sou fora do padrão, superior dos demais”.

A mãe do jovem que atirou bombas de fabricação caseira contra uma escola em Monte Mor, na manhã desta segunda-feira (13), defende que a atitude do filho foi influenciada por outras pessoas e pela internet. Afirmou que ele atravessa um momento de depressão e que desconhecia os planos de ataque à escola. O jovem, que vestia roupas pretas e levava no braço uma suástica, foi apreendido.
Em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record, a mãe do rapaz disse que ele realiza tratamento contra depressão e que sua atitude foi resultado de “más influências”, dando a entender que há mais pessoas envolvidas no ataque à escola. Também afirmou que o filho “é uma boa pessoa” e pediu para que parassem de postar fotos do garoto na imprensa e redes sociais.
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