Sede de importantes centros de pesquisa e tecnologia, como o IAC e CNPEM, Campinas se destaca no cenário nacional como um polo científico gerador de soluções inovadoras para aplicação nos mais variados segmentos. A Câmara dos Deputados, inclusive, acaba de conceder a Campinas o título de “Capital Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação”. A cidade desponta também por abrigar hospitais com atendimento de grande complexidade, como Centro Boldrini e Sobrapar, além do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, dentre tantos exemplos. Aqui uma pequena mostra do porquê amar Campinas nas áreas de Saúde, Ciência, Pesquisa e Inovação.

Centro Infantil Boldrini
Em 1978, o Clube da Lady de Campinas cria o Centro Infantil Boldrini, com a participação de profissionais da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Na década de 1980, a médica Silvia Brandalise, fundadora e diretora da instituição, na época professora do Departamento de Pediatria daquela universidade, lança em nível nacional, junto com a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), o primeiro protocolo de tratamento da Leucemia Linfoide Aguda (LLA) da criança. Na atualidade, o Boldrini representa o maior celeiro de pesquisas científicas voltadas ao câncer pediátrico, em nível nacional.
Declarado de Utilidade Pública, o Boldrini abrange Hospital, prédio de Radioterapia, Medicina Nuclear e Imagem, Centro de Reabilitação Boldrini Lucy Montoro, Instituto de Pediatria Ronald McDonald, Central de Captação de Recursos, Núcleo de Voluntariado, Estação Boldrini e Instituto de Engenharia Celular e Molecular. Cerca de 80% do cuidado no Boldrini é realizado em nível ambulatorial, incluindo as sessões de quimioterapia e de transfusão sanguínea. A agilidade dos procedimentos representa uma marca diferenciadora da instituição.

Hospital Sobrapar – Crânio e Face
O Hospital Sobrapar – Crânio e Face atua em Campinas desde 1979. A instituição privada, de natureza filantrópica, promove o tratamento e a reabilitação de pacientes com anomalias craniofaciais congênitas ou adquiridas, resultantes de traumas, tumores e queimaduras. Faz assistência à saúde nas especialidades de cirurgia plástica reconstrutora e cirurgia crânio-maxilo-facial, nas áreas interdisciplinares e em ensino e pesquisa. O Hospital Sobrapar atende pacientes, usuários do SUS – Sistema Único de Saúde, de todo o Brasil, com deformidades craniofaciais congênitas ou adquiridas, resultantes de traumas, tumores ou outras condições, em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Sua estrutura conta com 19 leitos, centro cirúrgico com 3 salas, UTI com 2 leitos, recuperação pós-anestésica com 5 leitos, farmácia, central de materiais, esterilização e expurgo, ambulatórios com 9 salas, ortodontia e odontologia, exames de audiometria e nasofaringoscopia, estúdio fotográfico, brinquedoteca, sala de videoconferência. Os tratamentos são realizados por uma equipe interdisciplinar, que adota uma postura ética e humanizada, com o objetivo de reabilitar o paciente para sua inserção na sociedade como um cidadão ativo e participativo.

Instituto Penido Burnier
O Instituto Penido Burnier é um hospital especializado em doenças dos olhos desde 1920, fundado pelo médico João Penido Burnier, que se estabeleceu em Campinas como médico da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. A instituição oferece através de seu corpo clínico especializado em oftalmologia, consultas, exames complementares e tratamentos, sejam clínicos, a laser ou cirúrgicos, aplicáveis às diversas patologias oculares. O Instituto atende em média 4.000 consultas por mês, com 350 cirurgias ao mês, tendo capacidade para internação de 20 leitos.
O principal edifício de seu conjunto arquitetônico tem 7 andares, localizado na Av. Andrade Neves, ocupando uma área total de quase 10.000 m2. O primeiro andar da edificação é ocupado pelas recepções central e de consultas, arquivo, Excimer Laser, biblioteca, anfiteatro, lanchonete, sala de consulta de emergência bem como consultórios médicos. No segundo andar estão localizados a secretaria de procedimentos/internação hospitalar, sala de adaptação de lentes de contato, salas de exames, centro cirúrgico, laboratório, sala de avaliação pré-anestésica, além de consultórios médicos. No terceiro andar, além de estar ocupado também por consultórios oftalmológicos, é onde se situam as enfermarias e quartos, bem como a parte administrativa do hospital e refeitório de funcionários. No último andar do edifício fica a capela e o museu da Oftalmologia.

Instituto Agronômico de Campinas (IAC)
Instituto de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o conhecido centro de pesquisa tem sua sede em Campinas. Foi fundado em 1887 pelo Imperador D. Pedro II, tendo recebido a denominação de Estação Agronômica de Campinas. Em 1892 passou para a administração do Governo do Estado de São Paulo.
Seu corpo de servidores conta com quase duas centenas de pesquisadores científicos e mais de trezentos funcionários de apoio. As instalações físicas, em 1.279 hectares de terras, abrigam a Sede, Centro Experimental de Campinas e 12 Centros de Pesquisa distribuídos entre Campinas, Cordeirópolis, Jundiaí, Ribeirão Preto e Votuporanga, ocupados com casas de vegetação, laboratórios e demais infraestruturas adequadas aos seus trabalhos. A atuação do IAC garante a oferta de alimentos à população e matéria-prima à indústria, cooperando para a segurança alimentar e para a competitividade dos produtos nos mercados interno e externo.

Hospital de Clínicas da Unicamp
Instalado no campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Hospital de Clínicas é um dos pilares de excelência da saúde pública do Estado de São Paulo. Considerado um dos maiores hospitais universitários do país, é referência para Campinas e para a macrorregião de 86 municípios, com cerca de 6,5 milhões de habitantes. O hospital ocupa quase 104.000 metros quadrados no distrito de Barão Geraldo, e possui uma área construída de aproximadamente 65.000 metros quadrados, distribuídos em sete blocos interligados, de seis andares cada.
No complexo circulam diariamente mais de 10 mil pessoas. Com atendimentos integralmente através do SUS, anualmente são realizados 2,6 milhões de consultas e procedimentos ambulatoriais, mais de 3,3 milhões de exames, 15 mil internações eletivas e de urgência e ceca de 15 mil cirurgias, o que equivale, em média, a 40 cirurgias diárias. Como hospital universitário, pelo HC da Unicamp circulam cerca de 1.100 alunos de graduação, por volta de 400 médicos residentes, bem como mais da metade dos pós-graduandos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade.

Cati – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), sediada em Campinas e criada em 1967, surgiu com a missão de promover o desenvolvimento rural sustentável, por meio de programas e ações participativas com o envolvimento da comunidade, de entidades parceiras e de todos os segmentos dos negócios agrícolas. O instituto coordena e executa os serviços de assistência técnica e extensão rural ao pequeno e médio produtor rural, com ênfase na produção animal e vegetal, conservação do solo e da água e produção de sementes e mudas.
É um órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Presente em todos os municípios paulistas, por meio das Casas da Agricultura, das 40 Regionais e de Núcleos de Produção de Sementes e Mudas, busca proporcionar ações práticas de desenvolvimento do agronegócio, de acordo com a realidade de cada região.

Rede Mário Gatti
A Rede Municipal Dr. Mário Gatti de Urgência, Emergência Hospitalar foi criada em 2018. É composta por três hospitais: Hospital Municipal Mário Gatti, Complexo Hospitalar Prefeito Edvaldo (popularmente conhecido como Hospital Ouro Verde) e a Unidade Pediátrica Mário Gattinho. Está ligado também à Rede Mário Gatti o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU que dispõe de cinco bases de atendimento – Central Regulação Urgência na CIMCAMP, Base Central, Base Anchieta Metropolitana, Base CHOV e Base Campo Grande. Quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), fazem parte do sistema: UPA Anchieta Metropolitana, UPA Carlos Lourenço, UPA Sérgio Arouca/Campo Grande e UPA São José.

ITAL – Instituto de Tecnologia de Alimentos
O Instituto de Tecnologia de Alimentos é uma das instituições líderes em ciência aplicada na América Latina, exercendo papel central em inovação através de pesquisa, desenvolvimento e assistência técnica especializada em alimentos, bebidas, ingredientes e embalagem. Atualmente o Ital opera centros tecnológicos especializados em carnes e produtos cárneos, cereais e chocolate, produtos lácteos, frutas e hortaliças, proteínas vegetais e embalagem. Além disso, possui laboratórios de referência em microbiologia, química, física e análise sensorial de apoio a PD&I. O Ital pertence à Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está credenciado como laboratório oficial para realização de análises fiscais e monitoramento. Fundado em 1963 como órgão público pioneiro no setor de tecnologia de alimentos no Brasil, o instituo é um dos órgãos de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, exercendo papel estratégico em alianças e projetos de cooperação com os setores público e privado.

CNPEM
Ambiente sofisticado e efervescente de pesquisa e desenvolvimento, único no Brasil e presente em poucos centros científicos do mundo, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma Organização Social, supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que fica no Polo de Alta Tecnologia de Campinas. O Centro opera quatro Laboratórios Nacionais e é o berço do projeto mais complexo da ciência brasileira – Sirius – uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo. O CNPEM reúne equipes multitemáticas altamente especializadas, infraestruturas laboratoriais globalmente competitivas e abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores em parceria com o setor produtivo e formação de investigadores e estudantes.
É um ambiente impulsionado pela pesquisa de soluções com impacto nas áreas de Saúde, Energia e Materiais Renováveis, Agroambiental, Tecnologias Quânticas. A partir de 2022, com o apoio do Ministério da Educação (MEC), o CNPEM expandiu suas atividades com a abertura da Ilum Escola de Ciência. O curso superior interdisciplinar em Ciência e Tecnologia adota propostas inovadoras com o objetivo de oferecer formação de excelência, gratuita, em período integral e com imersão no ambiente de pesquisa do CNPEM.

Sirius – o acelerador de partículas brasileiro
Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País. Este equipamento de grande porte usa aceleradores de partículas para produzir um tipo especial de luz, chamada, luz síncrotron. Essa luz é utilizada para investigar a composição e a estrutura da matéria em suas mais variadas formas, com aplicações em praticamente todas as áreas do conhecimento. O projeto permite que centenas de pesquisas acadêmicas e industriais sejam realizadas anualmente, por milhares de pesquisadores, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos, como novos medicamentos e tratamentos para doenças, novos fertilizantes, espécies vegetais mais resistentes e adaptáveis e novas tecnologias para agricultura, fontes renováveis de energia, entre muitas outras potenciais aplicações, com fortes impactos econômicos e sociais. A primeira fase do Sirius conta com 14 linhas de luz capazes de cobrir uma grande variedade de áreas científicas e que já estão sendo disponibilizadas para a comunidade científica e tecnológica.

Maternidade de Campinas
Com 110 anos de história, o Hospital Maternidade de Campinas atende a gestantes, mães e bebês de Campinas e da região e é a maior maternidade do interior do Brasil. A instituição filantrópica, foi responsável por trazer ao mundo mais de meio milhão de bebês. Para fazer frente às suas despesas, a Maternidade de Campinas vem realizando uma série de ações e campanhas de arrecadação financeira, como por meio das Notas Fiscais Paulistas, doações e eventos envolvendo a sociedade. Em virtude da grave crise financeira da Maternidade, em maio foi formalizado um acordo para nova gestão da instituição centenária com a Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), mantenedora do Hospital PUC-Campinas e da PUC-Campinas.

Laboratório Nacional de Luz Síncrotron
Criado em 1984, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron foi responsável pela construção e operação da primeira fonte de luz síncrotron do Hemisfério Sul. Chamada UVX, a fonte de luz operou de 1997 a 2019, beneficiando cerca de mil pesquisadores a cada ano. Ao longo desta trajetória, o LNLS buscou atrair pesquisadores e engenheiros, cuja capacitação promovesse o desenvolvimento de campos tecnológicos importantes para o País. O LNLS também desenvolveu localmente o conhecimento sobre a construção dos aceleradores e das linhas de luz, com a produção de componentes e equipamentos no Brasil, sempre que possível. Essa estratégia reduziu o custo de construção de sua primeira fonte de luz síncrotron, além de permitir o domínio do conhecimento para a manutenção e atualização da máquina e da instrumentação científica ligada a ela. O LNLS é responsável pela operação do Sirius, a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo.

Laboratório Nacional de Biociências
O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) está localizado em Barão Geraldo e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O LNBio dedica-se à pesquisa e inovação nas áreas de biotecnologia e à descoberta e desenvolvimento de fármacos e possui instalações abertas às comunidades científicas e empresariais. O Laboratório concentra competências, equipamentos de última geração e um time de pesquisadores de classe mundial voltados à realização de estudos multidisciplinares nas áreas de biologia estrutural, proteômica, genômica, metabolômica, bioensaios, desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, dentre outros.

Projeto Orion
O Projeto Orion será um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, com instalações de alta e máxima contenção biológica (NB3 e NB4, respectivamente), inéditas na América Latina e as primeiras do mundo conectadas a um acelerador de partículas, o Sirius. Em construção, no campus do CNPEM, o projeto terá ainda laboratórios de pesquisa básica e aplicada nos níveis de biossegurança 2, 3 e 4; técnicas analíticas e competências avançadas de bioimagens; laboratório de treinamento que simula instalações de alta e máxima contenção biológica; setores de conexão com as linhas de luz (Sibipiruna, Timbó e Hibisco), entre outras dependências de apoio. Toda essa infraestrutura estará à disposição da comunidade científica nacional e internacional que atua na investigação de agentes patogênicos (vírus, bactérias, fungos) e seus efeitos para a saúde humana. Ao possibilitar o avanço do conhecimento sobre patógenos e doenças correlatas, o Orion terá papel fundamental nas ações de vigilância e políticas de saúde e também no desenvolvimento de métodos de diagnóstico, vacinas, tratamentos e estratégias epidemiológicas.

Centro Corsini
Criado em 1986 por Silvia Bellucci, como uma unidade especializada no atendimento de pessoas com HIV, o Centro Corsini de Campinas suspendeu o atendimento ambulatorial adulto em setembro de 2015. Durante quase três décadas, o local foi referência regional nos cuidados de soropositivos. As dificuldades financeiras levaram ao encerramento do atendimento, mas o trabalho do abrigo para crianças, iniciado em 1994, prossegue até hoje. Silvia Belucci faleceu em 2012. O Centro Corsini – UAI – Unidade de Apoio Infantil, é uma entidade de Assistência Social de alta complexidade, ligada à Feac, que acolhe crianças e adolescentes com diversas patologias que foram destituídos de suas famílias e precisam de cuidados contínuos. Fornece alimentação adequada; educação; cuidados com a saúde; lazer e cultura; convivência familiar e comunitária. A entidade trabalha pela reinserção.

CTI Renato Acher
O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – CTI é uma unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anteriormente chamado de Fundação Centro Tecnológico para Informática. Sua sede fica na Rodovia Dom Pedro I. Fundado em 1982, o CTI atua em parceria com agentes do setor privado, da academia e do governo, para promover um ambiente propício à geração de inovações em processos e produtos, visando o fortalecimento da indústria nacional e o bem-estar da população. Ao longo de sua trajetória de mais de 40 anos, o CTI criou e aperfeiçoou variadas competências técnicas, além de ter atendido demandas de muitos setores socioeconômicos. As ações de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico do CTI Renato Archer são desenvolvidas com base no planejamento estratégico do MCTI e com foco em quatro principais eixos temáticos que são Indústria 4.0, Saúde Avançada, Tecnologias Habilitadoras e Governo Digital.

CPQD
Situado no Parque II do Polo de Alta Tecnologia, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) ao longo de quase cinquenta anos de atuação tem foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação. A instituição mantém um portfólio abrangente de soluções que são utilizadas nos mais diversos segmentos de mercado, no Brasil e no exterior, e aceleram a geração de valor no processo de transformação digital contribuindo para a excelência operacional das organizações, a transformação da experiência dos usuários, a reinvenção de modelos de negócios, a segurança e conformidade e a criação de novos produtos. Referência tecnológica no país, o CPQD integra o ecossistema de inovação aberta que vem alavancando o empreendedorismo, por meio de sua notória competência em Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Conectividade, Blockchain e Mobilidade Elétrica.

Laboratório Nacional de Nanotecnologia
O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) faz parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Com início das atividades em 2011, ao longo de mais de dez anos de existência o LNNano aglutinou profissionais de excelência e equipamentos de última geração para síntese e caracterização de nanomateriais, através do suporte do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias – SisNano, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em que atua como Laboratório de referência, e de agências de fomentos nacionais, como a Finep, Fapesp e CNPq, além de parcerias internacionais. A estrutura do LNNano é composta por uma diretoria que agrega as divisões de Nanobiotecnologia, Nanomateriais e Dispositivos. Mais de seis mil usuários externos tiveram acesso à uma infraestrutura de última geração, além de apoio científico e técnico singulares no Brasil.

Inova Unicamp
A Agência de Inovação da Unicamp, a Inova Unicamp, foi criada em 2003 com o objetivo de estabelecer uma rede de relacionamentos da Unicamp com a sociedade para incrementar as atividades de pesquisa, ensino e avanço do conhecimento. Abrigada no Parque Científico e Tecnológico da universidade, atua executando projetos e oferecendo novos serviços para ampliar o impacto positivo em diversos ecossistemas. Identifica oportunidades e promove atividades que estimulam a inovação e o empreendedorismo, ampliando o impacto do ensino, da pesquisa e da extensão em favor do desenvolvimento socioeconômico sustentado. Segundo dados do final do ano passado, são mais de R$ 25 bilhões em negócios gerados pelas empresas-filhas, perto de 1,4 mil empresas cadastradas e quase 50 mil empregos, com milhares de patentes desenvolvidas e centenas de contratos de licenciamento vigentes.

Centro Médico
Situado na Cidade Universitária, em Barão Geraldo, é um dos hospitais mais conceituados e procurados em Campinas e Região. Sua história tem início no final dos anos 1960, sendo a realização de uma iniciativa do médico John Lane em parceria com Wolfgang Sauer, então Diretor da Robert Bosch do Brasil – multinacional alemã com filial em Campinas. Com o apoio da Bosch (através do Instituto Robert Bosch), de outros médicos, entidades e pessoas que acreditaram no projeto de criação de um novo grande hospital em Campinas, a construção iniciou-se em 1972, sendo entregue em março de 1973. Em 2003 passou a ser uma Fundação independente e autônoma.

Hospital PUC-Campinas
Com o início da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, em 1976, surgiu a necessidade e o desejo da construção de um Hospital-Escola para a formação de médicos que desenvolvessem suas atividades nas comunidades desprovidas de recursos. O médico Celso Pierro adquiriu, em 1973, um terreno na Avenida John Boyd Dunlop e iniciou a construção da ‘Cidade da Saúde’, em uma área de 5 mil metros quadrados. Com o falecimento do médico, em 1977, a família não teve condições de dar prosseguimento ao seu ideal e doou a clínica construída na ‘Cidade da Saúde’ para a PUC-Campinas, que assumiu a dívida da construção e comprou a área circundante, em que passaram a funcionar as Faculdades de Medicina, de Enfermagem e de Odontologia.

Hospital São Luiz Campinas
Inaugurado em maio do ano passado na avenida Andrade Neves, local onde funcionava a antiga rodoviária, a unidade campineira do Hospital São Luiz ajudou a impulsionar a revitalização da área central da cidade. É um hospital privado, da Rede D’Or, a maior operadora independente de hospitais do Brasil. Ao todo serão 243 leitos de internação para adultos (sendo 10 para maternidade), nove de internação pediátrica, 52 leitos de UTI adulto, 13 neonatal e oito pediátrica. Entre as especialidades que serão atendidas estão neurologia, oncologia, pediatria e hematologia. A construção e arquitetura foram pensadas dentro de conceitos sustentáveis, com processos ambientais de captação de águas pluviais e aproveitamento de luz natural.

Hospital Cândido Ferreira
O Cândido Ferreira, serviço de saúde mental de Campinas, completou 100 anos do início de suas atividades em abril deste ano. A data remete à inauguração dos atendimentos, entretanto, a história da organização começou em 1917, quando um grupo de filantropos de Campinas, sensibilizados pela divulgação de uma reportagem que retratava como as pessoas com transtornos mentais eram maltratadas, mobilizou-se para promover atendimento digno e especializado. Após sete anos de mobilização para a construção de um local adequado, foi erguido o casarão e a instituição deu início aos atendimentos, com um importante diferencial que permeia toda sua história: a gratuidade do cuidado e a atenção aos menos favorecidos. Na década de 1990, de forma pioneira no Brasil, o Cândido Ferreira iniciou o processo de desospitalização, promovendo uma evolução nas políticas de saúde mental do país e consolidando o que atualmente é base para as melhores práticas realizadas nos dias atuais. A evolução da forma de tratar a saúde mental do Cândido Ferreira resultou em uma estrutura que é modelo para o Brasil e tem reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Hospital Vera Cruz/Casa de Saúde
No fim do século XIX, precisamente em 1881, um grupo de imigrantes italianos sentiu a necessidade de melhorias para a comunidade em Campinas, sendo elas destinadas à educação e à saúde. Para sanar tais carências foi concebida uma escola e uma casa de caridade, o Circolo Italiani Uniti. Atendendo pedidos da Diretoria do Circolo, em 1884, a Câmera Municipal de Campinas concedeu uma área, localizada na Praça Riachuelo, para o início das obras do hospital e da escola. Meses depois, a pedra fundamental da sede própria foi lançada, a partir do projeto idealizado pelo engenheiro Samuele Malfatti e com a valiosa colaboração do renomado engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo. Após anos difíceis com os males da febre amarela, e posteriormente com os efeitos avassaladores da gripe espanhola, os italianos continuavam inspirados e motivados a tornar o Circolo um verdadeiro hospital. Em 1942, o Circolo realizou uma assembleia geral, destinada a fundar uma sociedade civil, com fins filantrópicos, para constituir na cidade um hospital brasileiro, chamado Casa de Saúde Campinas, em homenagem à cidade.

Santa Casa/Irmãos Penteado
A Santa Casa de Misericórdia foi o primeiro hospital de Campinas, construído pela iniciativa do padre Joaquim José Vieira. Ele angariou junto à população as doações necessárias para a obra, iniciada em 1871 e inaugurada em 1876. Padre Vieira fundou também a Irmandade de Misericórdia de Campinas, que passou a ser detentora da posse dessa instituição e cuja mesa diretora tem a incumbência de geri-la, preservando sua natureza e objetivo: “dispensar assistência hospitalar e conforto moral aos pobres enfermos”. É uma instituição bastante representativa pelos serviços prestou à população em tempos difíceis. O complexo hospitalar da Irmandade de Misericórdia de Campinas – Hospital Irmãos Penteado e Santa Casa – está localizado no Cambuí.
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