9 de agosto de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Cidade e Região

O novo envelhecer: movimento e convivência ganham espaço na rotina da pessoa idosa na RMC

Entre novos termos, atividades físicas e o fim de tabus, brasileiros desafiam o preconceito e provam que o envelhecimento pode ser um sinônimo de autonomia

Caio Amaral Por Caio Amaral
23 de janeiro de 2026
em Cidade e Região
Tempo de leitura: 5 mins
A A
o novo envelhecer

Medalhas se tornaram rotina de Miriam depois que ela passou a praticar a dança. Foto: Caio Amaral/Hora Campinas

De acordo com o dicionário Michaelis, o termo “idoso” refere-se a quem tem “muitos anos de vida; velho”. No entanto, a semântica vem perdendo espaço para a dignidade. Em 2022, o Projeto de Lei nº 3.646 oficializou a substituição pela expressão “pessoa idosa”, com a justificativa de que a palavra “pessoa” reforça a necessidade de combater a desumanização do envelhecimento. Essa mudança reflete uma luta por autonomia que ganha rostos e histórias em um Brasil que envelhece a passos largos.

De acordo com o IBGE, entre 2000 e 2023, a população com mais de 60 anos saltou de 15,2 milhões para 33 milhões. Em 2023, pela primeira vez, o país registrou mais idosos, representando 15,6% da população, do que jovens entre 15 e 24 anos, que somam 14,8%.

Em Campinas, por exemplo, os dados do Censo 2022 revelam que 18,37% da população já tem 60 anos ou mais, um índice que supera a média nacional. Ao todo, são 209.267 pessoas nessa faixa etária, um contingente que representa quase um em cada cinco moradores da cidade.

Embora o Estatuto da Pessoa Idosa defina que o termo “idoso” se aplica a quem possui idade igual ou superior a 60 anos, a realidade prática desse grupo buscas ignorar estereótipos de fragilidade. Miriam Martins, de 63 anos, moradora de Jaguariúna, é uma das provas de que a “terceira idade” pode ser uma das fases mais ativas da vida. “Não me incomoda o termo, porque eu não me sinto assim”, afirma ela, que divide seu tempo entre atividades físicas, vida social e a gestão de um e-commerce.

Aposentada, mas longe da inatividade, Miriam mantém uma agenda que muitos jovens teriam dificuldade em acompanhar. “Levanto cedo, faço caminhada e tenho aulas de dança duas vezes por semana ou até três vezes, se estivermos perto de competições. Também trabalho meio período em uma loja online de produtos naturais para pets com a minha irmã. Eu embalo, compro, cuido do financeiro; faço um pouco de tudo”, conta.

Além do trabalho, a tecnologia e as atualidades são suas aliadas na manutenção da saúde mental. “Uso bastante a internet para ler matérias e notícias. Gosto muito de política. A leitura melhora a memória, e eu dou muita atenção a isso agora. Tenho curiosidade de aprender e gosto de conversar”, completa.

Para sustentar casos como o de Miriam, o Sérgio Alves, geriatra do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM), explica que a idade de uma pessoa não se resume ao ano de nascimento. Segundo o especialista, o envelhecimento deve ser compreendido através de três pilares: a idade cronológica, que é o número registrado nos documentos; a idade biológica, que reflete o estado real de funcionamento das células e órgãos; e a idade funcional, que diz respeito à capacidade de realizar atividades diárias e manter a independência.

“Uma pessoa de 70 anos pode ter um corpo que funciona como o de alguém de 50, se tiver hábitos saudáveis, ou como o de alguém de 90, se tiver muitas doenças e um estilo de vida prejudicial”, explica o médico.

Para o especialista, o termo “idoso” muitas vezes falha em traduzir essa diversidade. “Essa generalização pode reforçar estereótipos, associando a velhice à dependência ou inatividade. É preciso reconhecer que essa fase é tão diversa quanto a juventude ou a vida adulta. Existem idosos que são avós, outros que são estudantes universitários, empreendedores, atletas ou voluntários”, pontua o Dr. Sérgio.

A diversidade é tamanha que ele explica a existência de uma nova categoria: a chamada “quarta idade”. O conceito engloba uma fase mais avançada do envelhecimento, geralmente a partir dos 80 ou 85 anos.

“É um período que se distingue da terceira idade por características específicas. Nessa fase, é mais comum que as pessoas apresentem múltiplas condições de saúde, maior fragilidade e uma dependência mais acentuada. No entanto, é crucial lembrar que mesmo na quarta idade há uma grande variabilidade. Muitas pessoas com mais de 80 anos mantêm uma excelente qualidade de vida e participação social”, detalha.

 

O Poder do Movimento e da Coletividade

A trajetória de Miriam no esporte começou como uma resposta à solidão. Mãe de duas mulheres e hoje avó, ela viu os filhos “voarem” e sentiu, também com a aposentadoria, o peso do isolamento. Encontrou no Projeto Viva Melhor, da prefeitura de Jaguariúna, uma nova família.

Miriam (primeira, da esquerda para a direita) integra a equipe de coreografia do programa Viva Melhor desde 2024. Foto: Arquivo pessoal

“Eu me sentia sozinha e estava me acomodando. Vi um anúncio de aulas de dança e me inscrevi. No começo foi difícil, estava tudo ‘enferrujado’ e as dores apareceram, mas a gente vai superando aos poucos”, relata.

O esforço rendeu frutos expressivos: Miriam integra a equipe de coreografia que conquistou os tradicionais Jogos da Melhor Idade (JOMI) em 2024 e 2025. Além disso, garantiu o título na categoria 60+ no Festival de Dança de Joinville, considerado o maior do mundo pelo Guinness Book. Orgulhosa, ela ostenta as medalhas da conquistas, símbolos de muita luta, perseverança e ressignificação.

 

Sérgio Alves ressalta que os benefícios vão muito além das medalhas: “A atividade física atua em diversas frentes. Ajuda a manter a força muscular e a densidade óssea, prevenindo quedas e fraturas. Também contribui para a saúde cardiovascular e tem um impacto positivo na saúde mental, ajudando a combater a depressão e a ansiedade”.

Miriam confirma que a dança mudou seu físico e sua mente. “Não fez bem só para a minha saúde física, mas para a mental também. Estando bem mentalmente, a saúde tende a melhorar cada vez mais. Eu tinha dores no joelho e nos ombros, e até perdi peso praticando”, diz. Além disso, outra grande vitória foi a recuperação da autoestima.

“Eu ficava de pijama em casa, com aquele ‘camisetão’. Hoje, me preocupo se meu cabelo está bom, como vou me vestir”, revela.

Ela também destaca o papel social do grupo. “Ganhamos amigos de verdade. A gente combina churrasco, pizza e até uma cervejinha. Eu sou a que mais gosta de cerveja no grupo”, brinca. Segundo o geriatra, esse convívio é vital: “O isolamento social é um risco sério. Pode gerar sentimentos de solidão e inutilidade, além de estar associado a um maior declínio cognitivo. A mente precisa de estímulos para se manter afiada”.

 

Um Brasil que Envelhece

Somado ao atual crescimento da população mais velha, projeta-se que, em 2070, os idosos representem 37,8% dos brasileiros, de acordo com o IBGE. Com o aumento contínuo da população nessa faixa etária, o médico Sérgio Alves alerta que o Brasil deveria parar de confundir envelhecimento com incapacidade.

“Vemos atitudes paternalistas, onde familiares decidem pelos pais sem consultá-los, ou quando a sociedade não oferece espaços acessíveis. Existe o mito de que o idoso não aprende ou que sua sexualidade acaba, por exemplo”.

Miriam concorda e destaca episódios em que se sentiu desrespeitada: “Primeiramente, olhem com olhos limpos para nós, pessoas idosas. Não olhem com crítica, pensando ‘aquela velha lá’. Já aconteceu de eu estar dirigindo, alguém me ultrapassar e dizer: ‘só podia ser velha mesmo’. Isso é muito comum e não é assim que se trata as pessoas. Eu, como tantas outras pessoas da minha idade ou mais, temos capacidade. Basta querer. Não podemos nos limitar ao que a sociedade pensa; temos que acreditar em nós mesmos e viver da melhor maneira possível”.

Ela também alerta para que outras pessoas idosas não caiam no isolamento, como aconteceu com ela no passado: “São porçõezinhas que vão levando a pessoa até uma depressão e ao comodismo de pensar: ‘Já fiz minha obrigação, tive filhos, casei, criei… agora é viver o hoje e amanhã sabe-se lá o que vai acontecer’. Não é assim que a gente deve pensar. Temos que viver o hoje planejando o amanhã. Eu quero viver muito, muito mesmo. Eu amo viver”.

Tags: aposentadosenvelheceresporteIdosopráticaspreconceitoqualidadeRMCsérgio alvestabuTrabalho
CompartilheCompartilheEnviar
Caio Amaral

Caio Amaral

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Centro de acolhimento celebra Dia dos Pais com reflexão sobre paternidade responsável
Cidade e Região

Centro de acolhimento celebra Dia dos Pais com reflexão sobre paternidade responsável

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas
Cidade e Região

Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Semanas da Juventude terão 33 atividades gratuitas em Campinas em 16 dias

Semanas da Juventude terão 33 atividades gratuitas em Campinas em 16 dias

8 de agosto de 2026
Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

8 de agosto de 2026
‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

8 de agosto de 2026
Sociólogo e analista internacional, Lejeune Mirhan morre em Campinas aos 69 anos

Sociólogo e analista internacional, Lejeune Mirhan morre em Campinas aos 69 anos

8 de agosto de 2026
Carregar Mais

Mais lidas

  • Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • ‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Campinas abre seleção inédita de projetos para a pessoa idosa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Atropelamento na Bandeirantes, em Campinas, deixa um morto e outro ferido

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • TIC tem uma das maiores frentes de obras do estado entre Campinas e Jundiaí

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.