O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na noite deste domingo (15), na Sapucaí, causou polêmica. A agremiação homenageou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e parlamentares de oposição ao governo federal argumentaram que a apresentação foi uma propaganda eleitoral antecipada. O enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” contou a trajetória do presidente.
Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que vai entrar com uma ação “contra os crimes do PT na Sapucaí”. Já o Partido Novo anunciou que pedirá a inelegibilidade do presidente na Justiça Eleitoral.
Outros parlamentares de oposição se manifestaram e classificaram a ação como “abuso de poder político e econômico” e disseram que a “Sapucaí não é palanque”.
O desfile foi alvo de pelo menos dez ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) nos dias que antecedera o Carnaval.
Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou uma liminar que pedia a proibição do desfile, mas os ministros alertaram que condutas na avenida poderiam configurar crime eleitoral.
Lula
Após o desfile, o presidente Lula publicou uma mensagem nas redes sociais sobre sua participação no Carnaval. “Depois de passar pelo carnaval de Recife e de Salvador, estive no Rio de Janeiro, na Sapucaí. Tive a honra e a alegria de acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira. Muita emoção”, escreveu.
A primeira-dama, Janja da Silva, chegou a participar dos ensaios da escola e havia a expectativa de que ela estivesse em um dos carros alegóricos. No entanto, Janja decidiu não desfilar para evitar “possíveis perseguições à escola de samba e ao presidente Lula.”












