O Papa Francisco disse estar disponível para ir a Moscou falar sobre a guerra na Ucrânia com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas afastou para já uma visita a Kiev, segundo uma entrevista divulgada nesta terça-feira (03).
Na entrevista ao jornal italiano Il Corriere della Sera, Francisco disse sentir que não deve ir a Kiev antes de se deslocar a Moscovo, apesar dos convites dos ucranianos. “Primeiro, tenho de ir a Moscou, primeiro tenho de me encontrar com Putin”, disse o chefe da Igreja Católica.
Francisco disse que telefonou ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro, mas não falou com Putin. “Falei com ele em dezembro, no meu aniversário, mas desta vez não telefonei”, disse o Papa argentino.
Francisco contou que após 20 dias de guerra, pediu ao secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, para enviar uma mensagem a Putin de que estava disposto a deslocar-se a Moscou. “Ainda não recebemos uma resposta e continuamos a insistir, mesmo temendo que Putin não possa e não queira ter esta reunião agora”, acrescentou.
A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou a morte de mais de 3.000 civis e a fuga de mais de 5,4 milhões de pessoas para outros países em razão da guerra na Ucrânia.
A invasão russa da Ucrânia foi condenada pela maioria da comunidade internacional, que decretou sanções econômicas contra a Rússia e tem fornecido armamento às forças ucranianas.
(Agência Lusa)












