Estimativa preliminar da Prefeitura de Campinas aponta que serão necessários investimentos de cerca de R$ 25 milhões para acabar com o problema das enchentes na área da Lagoa do Taquaral onde ficava o antigo kartódromo. Na terça-feira (18), 21 carros ficaram submersos no estacionamento em frente ao local. Na ocasião, a estação pluviométrica do IAC instalada no parque registrou 20,6 milímetros de chuva em 1h30.
A região é um dos tradicionais pontos de Campinas sujeitos a alagamentos, assim como regiões da avenida Princesa d’Oeste, Orosimbo Maia e o antigo Curtume do Parque Industrial.
Segundo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Campinas está na etapa final do estudo técnico iniciado em novembro do ano passado para um novo projeto de drenagem na região da Lagoa do Taquaral. Após a conclusão do estudo técnico, será elaborado o projeto executivo e iniciada a busca por viabilização de recursos financeiros. Não foram informados datas e prazos para a obra.
A iniciativa prevê a ampliação da captação e da condução das águas pluviais com a implantação de uma rede auxiliar paralela à galeria existente, que hoje opera próxima ao limite da capacidade, reforçando a infraestrutura e contribuindo para a redução de pontos de alagamento na área.
A análise é conduzida por equipe técnica da secretaria, com engenheiro especializado em drenagem, e leva em conta séries históricas de chuvas e o comportamento do sistema ao longo das últimas décadas.

A intervenção, conforme a Administração, integra o segundo conjunto de grandes obras estruturais de drenagem planejadas pelo município. Após o primeiro pacote executado nas avenidas Princesa D’Oeste e Orozimbo Maia, a região do Taquaral passa a ser prioridade na estratégia de enfrentamento aos alagamentos causados por chuvas intensas.
“A galeria atual foi construída há cerca de 60 anos, quando o entorno tinha menor impermeabilização. Com o crescimento urbano e a expansão de áreas asfaltadas e edificadas, a capacidade de absorção do solo diminuiu, tornando o sistema insuficiente em episódios de chuva intensa concentrada em curto período”, explica o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.
Nessas situações, a água que desce da região do Castelo por um córrego canalizado não consegue ser escoada com rapidez suficiente para a lagoa, provocando alagamentos.
O estudo avalia a viabilidade técnica de construir uma nova rede ao lado da galeria existente, com lançamento das águas na Lagoa do Taquaral. A obra deverá atravessar a área interna do antigo kartódromo, passando pelas proximidades dos campos de futebol, e exigirá intervenção estrutural significativa.
“A iniciativa faz parte do planejamento de adaptação da cidade aos novos padrões climáticos, com foco em ampliar a resiliência urbana e reduzir riscos à população”, destacou Paulella.











