OPINIÃO DO HORA CAMPINAS
A Ponte Preta escreveu um roteiro perfeito para o desastre esportivo na transição de 2025 para 2026. Os momentos mágicos da conquista de seu primeiro título nacional, com a histórica taça da Série C do Brasileiro, foram trocados por protestos da torcida, críticas justas da imprensa esportiva e uma crise vexatória por falta de pagamentos que dizimou um elenco campeão.
A origem desta “tempestade” no Moisés Lucarelli foi a postura amadora e absurdamente leniente da direção do clube, que não fez o que dela se esperava: contornar os transfers ban e agir com rapidez para iniciar uma temporada sem sobressaltos. O péssimo planejamento cobrou seu preço no último final de semana, com o rebaixamento à Série A2 do Paulistão.
Ainda que não houvesse dinheiro em caixa, cabia ao comando executivo da Macaca, na figura de seu presidente e vice, organizar minimamente a casa para um Paulistão modesto e honroso.
Numa de suas piores campanhas no torneio estadual, a Ponte pode terminar o campeonato sem nenhuma vitória, caso não consiga o triunfo no próximo domingo, às 20h30, contra o São Paulo, no Majestoso. Lanterna, a Macaca tem o vergonhoso retrospecto de seis derrotas e um empate em sete jogos, com 12 gols tomados e apenas dois feitos, saldo de -10.
Ao contrário de contestar críticas da torcida e de profissionais de mídia, por mais deselegantes que tenham sido, a direção da Ponte deveria admitir os erros, aceitar sua pífia gestão e olhar com muita responsabiidade para a Série B que começa em março: se nada for feito, a torcida pode esperar, infelizmente, mais um desastre.












