A grande final da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, a Copinha, acontece neste domingo (25), às 11h, na Arena Mercado Livre Pacaembu. São Paulo e Cruzeiro decidem o título da competição justamente no dia do aniversário da cidade de São Paulo, em uma partida que terá significado especial: será a conclusão de um torneio realizado com diretores de jogos treinados para oferecer um atendimento mais acolhedor e acessível ao público com deficiência.
Em iniciativa pioneira da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 98 diretores de jogos da FPF participaram, no final de novembro de 2025, de um treinamento voltado à recepção, atendimento e inclusão de pessoas com deficiência em arenas esportivas. Os profissionais, responsáveis por coordenar a operação das partidas — desde organização de acessos e fluxo de torcedores, até aspectos gerais do funcionamento dos eventos —, foram preparados para tornar a experiência nos estádios mais respeitosa e alinhada às necessidades individuais do público.
A Copinha 2026 reuniu 128 equipes divididas em 32 grupos com quatro times cada, com jogos realizados em várias cidades do estado de São Paulo.
“A final da Copinha representa a consolidação de um trabalho que iniciamos com o objetivo de fortalecer um padrão de acolhimento compatível com a grandeza do futebol paulista e sirva de inspiração para o país inteiro. O mais importante é garantir um atendimento respeitoso, que considere as individualidades e promova a autonomia de cada pessoa com deficiência”, afirmou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.
Durante o treinamento, coordenadores da Secretaria apresentaram aos diretores de jogos os principais tipos de deficiência e condições equiparáveis, como o autismo, detalhando características e orientando como acolher diferentes perfis de público. Os especialistas também ensinaram como agir em situações comuns do ambiente esportivo, com foco no atendimento humanizado e na prevenção de práticas excludentes. Entre os exemplos abordados, foram destacadas ações simples, porém essenciais, como compreender que a cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa e, por isso, não deve ser tocada sem permissão — um cuidado que preserva autonomia, conforto e segurança.
(Com informações da Agência SP)












