O Mercado Municipal foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 1908 pelo prefeito Orosimbo Maia. O edifício segue estilo neomouristico, construído inicialmente para servir como armazém de estocagem dos produtos transportados pela ferrovia Funilense, funcionava no início do século 20 como entreposto de açúcar da Estrada de Ferro Funilense que ia até o Porto de Santos.
Na lateral do Mercado Municipal de Campinas, onde estão instaladas atualmente as peixarias, funcionava a plataforma de embarque da Estação Carlos Botelho, onde o trem parava para embarcar as sacas. No local também circulava charretes e os bondes que traziam homens e mulheres vestidos de forma elegantes se tornando um um ponto de “footing” da cidade.
O espaço também foi um dos primeiros pontos do comércio de Campinas e também por um longo período, local de encontro da elite artística e intelectual da cidade.
Em 1982 o prédio foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo) e em 1995 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc).
No ano de 1996 suas características originais foram recuperadas por uma nova reforma. Em 2005 sofreu nova reforma no telhado e boxes. Recentemente, passou por ampla reestruturação, ganhando restaurantes que funcionam num mezanino.
Sua área total é de 7.720 m², sendo 3.110 m² de área construída, mais estacionamento e centenas de boxes para venda dos mais diversos produtos.
📷 Ensaio Campinas, 252 anos – por Leandro Ferreira






É lugar de história, de passeio, compras. Ali tem naftalina, fumo de corda, canivetes de todos os tipos, fava de baunilha, frango caipira, flores, frutas, farinhas, sapatos e ervas.
Tem ingredientes para feijoada, açougue, peixaria, lanchonete, pastelaria, equipamentos para pesca, artigos religiosos, aquários e peixes ornamentais, verduras, legumes frescos, queijos, temperos, pimentas, doces, loteria, mercearia, utensílios de cozinha e tantos outros.
E vem sendo assim há mais de um século no velho Mercadão, que resiste aos avanços dos supermercados.
Fonte: Hotsite/Prefeitura de Campinas












