Até que se chegue a uma solução definitiva, os governos federal e municipais combinaram ações para conter o acesso à ponte do Esqueleto nesta terça-feira (16). Representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Advocacia Geral da União (AGU) estiveram no local e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Felix (Podemos), e suas equipes.
O posicionamento ocorre após a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morrer no local, na manhã do último sábado (13). A moradora de Jandira (SP) foi erguida por instrutores de uma empresa privada e arremessada da ponte, sem estar presa às cordas do equipamento de segurança, de uma altura de cerca de 40 metros. O salto seria na modalidade rope jump, quando um praticante salta no vazio a partir de locais muito altos.
As medidas acertadas incluem a instalação de placas de advertência, o bloqueio de acessos por meio da construção de barreiras físicas e a reabertura de valetas para impedir o acesso à estrutura. Na reunião, a prefeitura de Limeira relatou que a vala que havia sido aberta para impedir acesso ao local foi posteriormente fechada sem conhecimento de sua administração. O acesso ao local configura crime.
Remoção
A Secretaria do Patrimônio da União, órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), discute a eventual remoção da ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo, com os governos locais.
A SPU confirmou que continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser “a eventual remoção” dela. Em nota à imprensa, a SPU reafirmou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e que nunca autorizou nenhuma atividade no local.
As duas prefeituras defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União. De acordo com publicação na rede social da gestora de Cordeirópolis, Cristina Saad, esta medida deve ser imediata.
Após o encontro, o prefeito Murilo Félix confirmou que a área apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que, mesmo interditada, a construção continuava atraindo pessoas.
“A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população” afirmou.
O prefeito ainda pediu investigação da Polícia Federal de futuras atividades divulgadas pelas redes sociais.












