O Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP) está recrutando voluntários com mais de 100 anos de idade para participar de um estudo científico sobre longevidade humana. O convite se estende a idosos que moram na Região Metropolitana de Campinas (RMC).
O objetivo da pesquisa é compreender melhor como algumas pessoas conseguem ultrapassar os 100 anos de idade — muitas vezes com boa qualidade de vida — e identificar os fatores genéticos e ambientais que podem contribuir para uma vida mais longa e saudável.
Para isso, os pesquisadores estão reunindo informações clínicas, históricas e biológicas de centenários brasileiros, permitindo investigar como genética, estilo de vida e histórico familiar influenciam o envelhecimento em idades avançadas.
O Hora Campinas, desde a sua fundação, em 2021, trouxe inúmeras reportagens com centenários da RMC. Invariavelmente, a reportagem encontrava idosos ativos, lúcidos e com muitas histórias para contar.
Foi o caso, por exemplo, do Sr Aleixo Baldin, 105 anos à época. Ele é um ex-comerciante que ajudou a erguer o bairro de Betel e um dos raros exemplos de homens que acompanharam a evolução da cidade, de rural a metrópole, observando as transformações sociais e urbanas.
Na RMC, inclusive, há políticas públicas e ações direcionadas para essa faixa etária. Hortolândia mantém um calendário de homenagem a seus centenários todos os meses de maio, sempre incentivando as famílias a participarem destas celebrações de gratidão e afeto.
Aleixo Baldin, 105 anos: comerciante que ergueu um bairro com as mãos é memória viva em Campinas
Quem pode participar do estudo
Podem participar idosos brasileiros com mais de 100 anos, independentemente de sexo, região do país ou condição de saúde. Cada participante contribui de forma única para ajudar a ciência a compreender melhor os processos biológicos envolvidos na longevidade humana.
Como funciona a participação
A participação no estudo envolve duas etapas principais:
1-Entrevista com o voluntário e seus familiares, para registrar informações sobre histórico familiar, hábitos de vida e condições de saúde ao longo da vida.
2-Coleta de uma amostra de sangue, que será utilizada para análises genéticas e exames laboratoriais.
Essas análises permitem investigar os fatores biológicos que podem estar associados à longevidade. Os participantes também podem ser acompanhados ao longo do tempo, permitindo atualizações sobre o estado de saúde e contribuindo para um melhor entendimento das trajetórias de envelhecimento.
Resultados preliminares
Embora as análises ainda estejam em andamento, alguns padrões começam a aparecer entre os participantes do estudo. Entre eles: a) mulheres tendem a viver mais do que homens; b) indivíduos de menor estatura parecem ter maior probabilidade de atingir idades muito avançadas, especialmente entre as mulheres
Os pesquisadores ressaltam que esses resultados ainda são preliminares e fazem parte de um esforço científico maior para compreender os mecanismos biológicos da longevidade humana.
Como participar
Familiares ou cuidadores de idosos com mais de 100 anos interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato enviando um breve relato para o e-mail: [email protected]
A equipe de pesquisa entrará em contato para fornecer mais informações sobre o estudo.
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