Nesta segunda-feira (27) a UTI Adulto do Hospital Municipal Mário Gatti volta a funcionar normalmente.
A ala estava passando por uma reforma desde março para ampliação do controle epidemiológico, em razão de um surto pela bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase).
Os reparos terminaram no final da tarde da última sexta-feira (24). Durante este final de semana, o local está passando por três limpezas terminais.
A transferência dos pacientes da UTI provisória para a definitiva será feita na manhã de segunda-feira.
A Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é uma infecção hospitalar que acomete, principalmente, pacientes muito debilitados, imunodeprimidos e que passam muito tempo internados em leitos de UTI e com uso prolongado de antibióticos de amplo espectro.
É resistente a boa parte dos antibióticos. Uma vez que esteja presente no organismo de pacientes, a KPC pode desencadear casos graves infecções, como a meningite e a pneumonia. A KPC é transmitida por meio do contato com secreções de pacientes contaminados. Apesar de ser resistente aos antibióticos, a infecção pela KPC tem cura.
Conforme a administração do hospital, desde a identificação do primeiro caso de KPC, foram imediatamente reforçadas as medidas de contenção e controle, realizadas conforme recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), incluindo isolamento de pacientes colonizados ou infectados; intensificação da higienização das mãos com água e sabão e/ou preparações alcoólicas a 70%, antes e após qualquer contato com o paciente; uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); monitoramento contínuo por meio de exames periódicos para detecção da bactéria; restrição da circulação de estudantes, estagiários, visitantes e acompanhantes na unidade, reduzindo o risco de transmissão indireta; reforço da limpeza e desinfecção; incentivo ao uso racional de antimicrobianos; além da capacitação contínua das equipes assistenciais.
Reforma
A reforma na UTI foi realizada em duas etapas. A primeira contou com: infraestrutura elétrica – rede de vácuo clínico; tomadas de uso geral e específico; e rodapés técnicos; Gases medicinais – instalação de gases (oxigênio, ar comprimido e vácuo); antessalas com vedação adequada; portas corta-fogo; Acabamentos e sanitários – banheiros reformados; pintura epóxi hospitalar; dutos de ar-condicionado; dispensers higiênicos instalados.
A segunda e última etapa foi uma intervenção de maior complexidade e impacto operacional e envolveu ações como remoção das divisórias do aquário e do posto de prescrição existente, abrindo espaço para nova configuração funcional, conforme a planta; antecâmaras com insuflamento de ar-condicionado – criação de duas antecâmaras com dutos de ar-condicionado de insuflamento, garantindo pressurização adequada e controle de infecção hospitalar; restauração de arsenal e depósitos de material de limpeza e de resíduos – restauração completa do arsenal farmacêutico, depósito de material de limpeza e depósito de resíduos, com revestimentos laváveis e ventilação regulamentada; e ampliação do posto de enfermagem – expansão do posto de enfermagem central, melhorando a visibilidade dos leitos e a ergonomia operacional para a equipe assistencial.
LEIA TAMBÉM:
Mário Gatti confirma infecção de sete pacientes por superbactéria e fecha UTI adulto
Sobe de sete para nove o total de infectados por superbactéria no Mário Gatti











