A Secretaria de Saúde de Campinas começou a usar inteligência artificial (IA) na tarde desta quinta-feira, 27 de fevereiro, para impulsionar a vacinação contra a febre amarela. As mensagens via WhatsApp são da Ana, assistente virtual da Pasta, e direcionadas aos pacientes a partir de 18 anos cadastrados nos centros de saúde (CSs) Sousas, Joaquim Egídio e Carlos Gomes. Estas áreas estão em alerta para o risco de transmissão da doença.
O número de origem da mensagem é o (19) 9-9782-0990. Ele segue com a identidade visual da Ana, a frase do Acesso Fácil Saúde Campinas e logo do SUS.
A Saúde enviará até 8 de março o total de 9.724 mensagens aos pacientes com telefones atualizados junto aos CSs. O objetivo é destacar que todos os moradores de Campinas, turistas e residentes que planejam viajar para outras regiões de risco precisam se vacinar, e que a orientação é de somente uma dose após os 5 anos, sem necessidade de reforço.
O público-alvo é o adulto, uma vez que crianças e adolescentes costumam ter cadastros vinculados aos pais ou responsáveis. A vacina leva dez dias para começar a fazer efeito.
Esta é a segunda iniciativa da Saúde para incentivar a imunização em Campinas. A primeira é aplicada desde o fim de 2024 para aumentar a cobertura contra a dengue.
Reforço em ações e contexto
A medida de reforço na vacinação contra a febre amarela para residentes em áreas de risco e viajantes foi alinhada pela Saúde junto ao Estado e começou logo após casos confirmados da doença em cidades próximas localizadas em São Paulo e Minas Gerais.
A secretaria mantém ainda ações de vacinação de casa em casa com equipes de 26 CSs: Carlos Gomes, Jardim San Diego, Vila 31 de Março, Taquaral, Joaquim Egídio, Sousas, União dos Bairros, São Cristóvão, Parque Floresta, Village, Santa Rosa, Barão Geraldo, Jardim Eulina, Jardim Santa Mônica, Parque Santa Bárbara, Jardim Paranapanema, Vila Orosimbo Maia, Vila Ipê, Jardim Esmeraldina, Jardim São Vicente, Jardim São Domingos, Jardim Nova América, Parque da Figueira, Carvalho de Moura, Campina Grande e Jardim São Cristóvão. Foram aplicadas 3.945 doses no intervalo de 5 a 22 de fevereiro.
Campinas registra dois casos confirmados de febre amarela em residentes. O primeiro caso é de um homem que morava na área rural de Sousas e teve desfecho óbito, e o outro é de um homem que frequenta o distrito para atividades recreativas e evoluiu para cura.
Além disso, foram encontrados dois macacos mortos que testaram positivo para a doença, na área de mata em Sousas e no Carlos Gomes. Este animal não é transmissor, mas, sim, vítima. A presença de primatas doentes serve como “alerta” aos órgãos da saúde sobre a circulação do vírus, uma vez que quando contaminados eles dificilmente sobrevivem.
A doença
A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, em regiões fora dos centros urbanos. É uma doença grave, que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas e leva a sangramentos no fígado, no cérebro e nos rins, podendo, em muitos casos, causar a morte.











