O ambientalista, gestor público e empreendedor Vagner Bellini, um dos pioneiros da Praça do Coco, em Barão Geraldo, se pronunciou em suas redes sociais pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo o espaço.
Atual diretor de Infraestrutura da Fundação José Pedro de Oliveira, mantenedora da Mata Santa Genebra, Bellini criticou o que classifica como “exploração política” do tema.
Para ele, os ataques são baseados em desinformação. E reforça que há “puro sensacionalismo e autopromoção no caso”.
Bellini escreveu em sua rede social (@vagner.bellini) que “a retirada das duas árvores mortas na Praça do Coco foi uma medida necessária e responsável por parte da Prefeitura”.
“Quando árvores estão secas e comprometidas, elas representam risco iminente de queda, podendo causar acidentes graves, especialmente em um espaço frequentado diariamente por famílias e, principalmente, por crianças”, ponderou.
“Nesse contexto, a ação preventiva demonstra compromisso com a segurança da população, priorizando a preservação de vidas e evitando possíveis tragédias. Embora a remoção possa causar impacto visual e emocional, ela se justifica plenamente diante do dever do poder público de zelar pelo bem-estar coletivo”, reforçou Bellini.
No vídeo, ele narra a história de cuidados e manutenção do espaço, em conjunto com o seu pai. “Boa parte daquelas árvores foram nós que plantamos. Então, eu tenho propriedade para falar do assunto”, argumentou Bellini.
Em seu LInkedin, ele menciona que é sócio-proprietário da Praça do Coco desde maio de 2005, portanto, há 21 anos.
A polêmica
Ativistas, comerciantes, frequentadores da Praça do Coco e moradores do distrito de Barão Geraldo preparam uma manifestação de repúdio ao corte das árvores.
O ato está previsto para este sábado, dia 2 de maio, a partir das 10h. Os manifestantes vão cobrar da Prefeitura uma posição sobre o que consideram um “crime ambiental” que aconteceu no espaço.
Na noite da última quinta-feira (30), funcionários de uma empresa terceirizada estiveram na Praça do Coco para remover troncos e galhos.
Ativistas entendem, porém, que a ação foi para “sumir com as evidências de extração de árvores saudáveis”.
A Prefeitura negou, em nota enviada ao Hora Campinas, qualquer ação criminosa. Diz que foi um “manejo com critérios técnicos” e que as árvores retiradas corriam risco de queda, lembrando que a área é muito frequentada, inclusive por crianças.
Durante o trabalho da terceirizada, a população fez vigília no local e não deixou parte das toras serem levadas.
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