Em atos que chamaram de “assembleias autônomas” um grupo de servidores públicos municipais de Campinas decidiu aprovar para a campanha salarial deste ano, um aumento de 25% nos salários da categoria.
O grupo justifica o pedido dizendo que as perdas salariais dos servidores já chegaram a 40% por conta do congelamento de dois anos nos salários em razão da pandemia e o aumento no valor da contribuição para o Camprev – o instituto de previdência do funcionalismo municipal.
O grupo quer ainda, um Vale Alimentação e Nutricional no valor de R$ 1.778,00 – o mesmo valor pago aos funcionários da Câmara. (Veja mais informações abaixo)
Os autônomos – que realizaram um ato na semana passada com mais de 200 servidores – têm uma nova assembleia programada para o próximo dia 23 de março.
Sindicato
Em seu site oficial na internet, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC) informa que não está convocando nenhum servidor neste momento para assembleia sobre a campanha salarial de 2022.
“Qualquer evento marcado por terceiros com esta finalidade tem o objetivo de promoção política e não a defesa dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”, diz o comunicado da entidade publicado no site oficial. “Vamos seguir o rito jurídico legal como fazemos todos os anos”, garante a entidade.
O sindicato afirma ainda que um calendário de plenárias está sendo elaborado para que sejam debatidas as pautas econômicas e as pautas específicas de cada setor. Essas plenárias, segundo o sindicato, começam em abril. A data base da categoria é maio.
Bônus e vale
A Câmara de Vereadores aprovou nesta segunda-feira (14), o projeto do Executivo que concede reajuste de 20% no vaIe-alimentação para os servidores da ativa e no vaIe-nutricional aos inativos, a partir deste mês de março.
Além do aumento no vale, o projeto aprovado concede um bônus de R$ 800,00 a todos os servidores da ativa, aposentados e pensionistas. Esse bônus será pago em duas parcelas de R$ 400,00.
O custo do bônus, aos cofres públicos será de R$ 30 milhões, segundo avaliação do secretário de Finanças, Aurílio Caiado.











