O aumento da tensão após ataques perto da usina nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, considerada a maior da Europa, foi o tema de uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (11)
O encontro foi solicitado à presidência chinesa do órgão e contou com a participação, por videoconferência, do diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). Rafael Mariano Grossi pediu uma visita imediata de técnicos da Aiea à usina e solicitou permissão à Rússia, que ocupa o local, e à Ucrânia, que abriga a instalação, no sul do país.
Em sua apresentação aos 15 membros do Conselho, Grossi disse que ele mesmo deverá liderar a missão para fornecer uma avaliação independente da situação no terreno após a escalada de ataques na área. Ele confirmou relatos de explosões perto da usina nuclear e de transformadores em Zaporizhzhia, nos últimos dias.
Os bombardeios causaram a perda de energia em uma das torres, o que levou ao desligamento de um reator na hora das explosões.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, emitiu uma nota pedindo à Ucrânia e à Rússia para cessar imediatamente todas as atividades militares na área de Zaporizhzhia. Guterres expressou grave preocupação com a escalada da tensão perto da usina e apelou ao bom senso e à razão.
Para Guterres, qualquer dano pode levar a consequências catastróficas para o local, a região e muito além do país, o que seria totalmente inaceitável. O secretário-geral disse apoiar o envio da missão da Aiea e que ambos os lados do conflito devem garantir a segurança dos técnicos e integrantes da agência.
(Agência ONU News)











