10 de agosto de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Opinião

Artigo: A morte sofrida do povo yanomami – por Relly Amaral Ribeiro

Redação Por Redação
7 de fevereiro de 2023
em Opinião
Tempo de leitura: 3 mins
A A
Sociedade Brasileira de Medicina abre chamada em busca de voluntários para ajudar povo yanomami

Imagens de crianças e adultos esqualidos e doentes percorreram o Brasil e o mundo, revelando o drama Yanomami - Foto: Instagram/Urihi Associação Yanomami

O povo yanomami sofre. Esta notícia, denunciada há mais um ano pelas lideranças indígenas e movimentos sociais ligados à essa causa, chocou o Brasil. Entre os fatores do sofrimento estão principalmente a fome, doenças contagiosas, contaminação da água por metais pesados. Quase todas elas têm a mesma causa: a ocupação de seu território pelo garimpo ilegal.

Por que o garimpo traz tantos malefícios para a população indígena do norte do país? A forma de subsistência da população yanomami – relativamente isolada e habitante da floresta – é muito diferente dos indígenas que vivem nas cidades ou em regiões rurais. Normalmente, os povos da floresta sobrevivem da coleta e caça, seguindo costumes ancestrais. Ao invadir e explorar as suas terras, o garimpo traz o barulho e a derrubada da floresta, espantando a caça e reduzindo a área da coleta. As roças plantadas, no seio da floresta, são destruídas ou saqueadas pelos garimpeiros, por maldade ou fome.

Os rios que são invadidos sofrem com a assoreamento e a contaminação de suas águas por metais pesados como o mercúrio, que é derramado pelo garimpo, e com isso, a pesca acaba. Todas essas situações culminam na fome. São dias e dias, procurando caça e tentando pescar, sem sucesso. O mesmo ocorre na região pantaneira do Mato Grosso do Sul, onde presenciei realidade semelhante, mas lá o inimigo era outro: a agropecuária extensiva, que altera as cheias e o bioma, também influenciando diretamente na sobrevivência dos povos indígenas locais.

Os garimpeiros também trazem consigo enfermidades, às quais os indígenas não têm defesas naturais, não são vacinados ou não tem medicação, causando, consequentemente, a morte. Inevitável, já que não há uma unidade básica de saúde (UBS) ou hospital na esquina para socorrê-los.

Se trazermos essa realidade para o cotidiano das cidades, o que eles passam seria semelhante a você tentar comprar carne no único mercado da região, por dias, e não achar. Buscar por peixe e ele estar estragado, tentar outros alimentos que foram roubados das prateleiras. Você fica faminto e enfermo, de uma doença que não conhece bem os sintomas e a farmácia mais próxima, fica a 200km e você não tem carro e nem ônibus – precisará ir a pé, estando doente e fraco de fome. Visualizou, imaginou?

Dentro desta realidade as populações indígenas passam a ser dependentes do poder público para quase tudo, e ele atende, só que de forma lenta e insuficiente. Uma das ações que costuma acontecer é o envio de sementes para plantio de subsistência. Só que tais sementes chegam quando a fome também já se instalou, não sendo possível esperar entre 6 meses e um ano para a colheita. O que acontece na prática é a população, no auge da necessidade, cozinhar tais sementes para poder ter algo para comer. No âmbito da saúde e demais políticas, o socorro também chega atrasado.

A solução para o fim do sofrimento e morte desses brasileiros não é simples: envolve tempo e vontade política, prioridade no orçamento com altos investimentos nas políticas básicas, garantia de acesso aos serviços com a capacitação e locomoção de profissionais qualificados até as aldeias. Urge a necessidade de planejamento para aplicação de tais políticas e a fiscalização, o fechamento dos garimpos de forma ostensiva – sem o controle de tais práticas ilegais e de alto impacto ambiental, não adianta o investimento em outras ações.

Lembrando que o planeta é um organismo vivo e interligado. A morte dos nossos irmãos e irmãs yanomami vai ser cobrada, de uma forma ou de outra.

 

Relly Amaral Ribeiro é Mestre em Serviço Social e Política Social, Tutora e Professora dos cursos de pós-graduação em Serviço Social do Centro Universitário Internacional Uninter

Tags: ArtigoassistênciagovernoHora CampinasíndiosOpiniãoorçamentoPolíticapovosyanomami
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Artigo – Dia dos Pais: conheça os animais que dão um verdadeiro exemplo de cuidado com os filhotes – por Alan Maia
Opinião

Artigo – Dia dos Pais: conheça os animais que dão um verdadeiro exemplo de cuidado com os filhotes – por Alan Maia

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Artigo: O espetáculo e a existência – por Gabriel Basso Pereira
Opinião

Artigo: O espetáculo e a existência – por Gabriel Basso Pereira

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

ONU adia votação sobre uso da força para manter trânsito em Ormuz

Artigo: Por que as crises no Oriente Médio nunca são apenas regionais? – por Francisco Nascimento

8 de agosto de 2026
Artigo – A trova: paixão e desafios – por Adilson Roberto Gonçalves

Artigo – A trova: paixão e desafios – por Adilson Roberto Gonçalves

7 de agosto de 2026
Artigo: O mercado da autoestima e os limites do Direito na estética – por Laura Falsarella e Amyr Muknickas Sabry

Artigo: O mercado da autoestima e os limites do Direito na estética – por Laura Falsarella e Amyr Muknickas Sabry

6 de agosto de 2026
Artigo – A ampulheta do patrimônio: segundo semestre de 2026 é o limite para o planejamento sucessório – por Jônia Barbosa de Souza

Artigo – A ampulheta do patrimônio: segundo semestre de 2026 é o limite para o planejamento sucessório – por Jônia Barbosa de Souza

5 de agosto de 2026
Carregar Mais

Mais lidas

  • Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • ‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Campinas abre seleção inédita de projetos para a pessoa idosa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.