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Home Cidade e Região

De Campinas ao Atacama: 30 mil quilômetros no pedal

Conheça o cicloviajante que pretende pedalar durante três anos pela América do Sul

Gustavo Magnusson Por Gustavo Magnusson
4 de abril de 2022
em Cidade e Região
Tempo de leitura: 5 mins
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De Campinas ao Atacama: 30 mil quilômetros no pedal

"O mundo agora sou eu, a bicicleta e as pessoas que for encontrando no caminho", resume Alexandre Catozzi, que deixou Campinas e já está na estrada para a aventura pela América do Sul. Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

“Não é uma cicloviagem, e sim uma ciclovida”, define Alexandre Catozzi, de 50 anos, que deixou a cidade de Campinas, no último dia 24 de março, rumo à maior aventura de sua vida, um sonho antigo que agora quer tornar realidade, após uma tentativa com realização incompleta no passado.

Em uma solitária e desafiadora jornada de bicicleta, com inúmeros percalços à vista e duração estimada de cerca de três anos, o valente cicloviajante paulista pretende percorrer 30 mil quilômetros pela América do Sul. O grande foco é atravessar o Deserto do Atacama, no Chile, mas o objetivo é passar por todos os 13 países do continente, do Uruguai à Guiana Francesa.

“É uma mistura inexplicável de emoções. O coração está a milhão, explodindo no peito. É uma loucura mesmo”, descreve o cicloviajante Alexandre Catozzi, que vive apenas os primeiros dias de sua longa e árdua jornada pela América do Sul.

O nome oficial do projeto é “Pedal do Tortuga”, em referência ao recente apelido de Alexandre Catozzi. “Esse apelido se iniciou carinhosamente há mais ou menos um ano. Após uma lesão no joelho direito, eu fiquei dois anos sem pedalar e quando voltei, não tinha mais aquela força de antes na perna. Era tudo bem lento e sem muito esforço, como se fosse fisioterapia, então eu acabava ficando para trás durante os pedais. Foi quando um amigo brincou que eu parecia uma tartaruga andando”, explica.

O apelido “Pedal do Tortuga” foi uma brincadeira dos amigos depois que perdeu potência muscular. Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

“Como estarei viajando por países que falam espanhol, acabei traduzindo a palavra e assim se construiu o meu apelido ‘Tortuga’. É uma combinação perfeita, já que estarei viajando devagar e carregando a própria casa, assim como uma tartaruga”, complementa Catozzi. “Acredito que concluirei o projeto entre dois anos e meio e três anos, no máximo”, calcula “Tortuga”.

“A parte mais difícil é dar o primeiro passo, porque essa é a hora de largar família e amigos para trás. De se despedir de tudo que eu tenho. De romper um ciclo para começar um novo. De deixar a comodidade do lugar que a gente vive para não saber onde estará o trabalho, a alimentação e o repouso. Agora é só ir, não existe voltar. Todo dia é sair em viagem para encontrar algum lugar para comer e dormir”, aponta Alexandre Catozzi.

Aos 50 anos, Alexandre Catozzi decidiu iniciar aventura de bicicleta que passará pelos 13 países do continente sul-americano

A estratégia para completar o trajeto em até três anos é pedalar de forma contínua e incansável durante os cinco dias úteis da semana. “A minha projeção é pedalar de segunda a sexta-feira e percorrer entre mil e 1.200 quilômetros por mês. Aos sábados, precisarei desenvolver algum tipo de trabalho para obter renda, no caso vender artesanato, ajudar a fazer alguma obra ou pintura, de repente até trocar trabalho por estadia ou alimentação”, cogita Alexandre Catozzi.

“Já no domingo, vou cuidar de mim e da bicicleta. Hora de reajustar a bike, apertar o raio e a carga, verificar se não tem nenhuma peça solta, se não está faltando mais nada, para voltar a pedalar a partir de segunda-feira”, planeja.

História

Nascido no dia 15 de janeiro de 1972, em Batatais, no Interior de São Paulo, Alexandre Catozzi sempre foi um apaixonado por ciclismo, longas caminhadas e escalaminhadas, mas acima de tudo por aventuras.

“Sempre senti que o normal não era para mim, pois constantemente estava viajando de carona, indo de bicicleta para as praias, fazendo trilhas longas a pé e carregando mochila nas costas com barraca para acampar. Toda uma vida sendo feliz de verdade quando estava em aventuras e loucuras no meio da natureza, em matas, cachoeiras, praias e montanhas”, conta Alexandre.

Alexandre tem o espírito aventureiro e “rodinhas” nas pernas: ele não gosta de ficar parado e aprecia aventuras. Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

A ideia de atravessar a América do Sul de bicicleta surgiu em 1998, quando Catozzi e um amigo [George Alexandre], que lhe introduziu o cicloturismo, resolveram partir juntos rumo a uma volta de 25 mil quilômetros de pedal pelo continente sul-americano. Eles saíram de São Paulo, cruzaram Minas Gerais e Espírito Santo, mas os problemas começaram a aparecer em Porto Seguro, no Sul da Bahia, onde Alexandre Catozzi quebrou o pé, em visita ao irmão.

Apenas uma semana depois do acidente, mesmo com o pé engessado, Alexandre resolveu continuar a viagem, pedalando mais devagar (fazendo jus ao futuro apelido de “tartaruga”), mas o sonho terminou em Caravelas, ainda na Bahia, onde o seu parceiro de aventura contraiu hepatite, precisou ficar um mês hospitalizado e depois retornou de avião a São Paulo.

Com o projeto abortado, mas sem nunca abandonar o sonho, Alexandre Catozzi estabeleceu-se em Porto Seguro, onde viveu a maior parte da vida. Lá, conheceu a esposa e teve uma filha [Gabriella Catozzi]. “Se tudo isso não tivesse acontecido, eu não teria ficado em Porto Seguro e hoje nem seria pai”, reflete sobre os rumos da vida.

Fratura no pé e estadia inesperada em Porto Seguro transformaram a vida de Alexandre. Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

Há cerca de 10 anos, Alexandre mudou-se para Campinas e decidiu que, quando completasse 50 anos, tentaria realizar novamente a cicloviagem pela América do Sul. Dito e feito. “Eu tinha o sonho de fazer a travessia do Atacama e resolvi que tentaria aos 50 anos, pois minha filha teria 19 para 20 anos, já estaria na faculdade, com as coisas encaminhadas, e então eu poderia romper”, explica Catozzi.

Embora a viagem rumo ao Atacama tenha começado no fim do último mês de março, a preparação física e mental começou muito antes disso. “Foram dois anos se preparando, passando muito tempo sozinho, pedalando até 18 horas em um mesmo dia, às vezes debaixo de chuva, com fome, para criar uma memória tanto muscular quanto emocional para saber lidar com essas situações. Não vou mentir, foi bem sofrido, mas valeu cada minuto em cima da bicicleta”, diz Alexandre Catozzi.

“O mundo agora sou eu, a bicicleta e as pessoas que for encontrando no caminho”, resume Alexandre Catozzi.

Viabilidade econômica

Para poder dar vida ao projeto “Pedal do Tortuga”, Alexandre Catozzi contou com apoios fundamentais da bicicletaria Aero Bike e do Birits Bar, ambos em Barão Geraldo. “O pessoal da Aerobike fez todo o ajuste da bicicleta a preço de custo, enquanto o Birits Bar conseguiu verba para custear ferramentas e equipamentos”, agradece Catozzi.

O cicloviajante também destaca a importância do irmão [Romualdo Catozzi], que desenvolveu o site do projeto. “Eu sei sonhar, mas na hora de colocar no papel, meu irmão é que domina essa área digital e construiu o design do site. Ele estará sempre alimentando o portal com todo o material que eu mandar”, avisa Alexandre.

Como ajudar?

Para mais informações sobre o projeto “Pedal do Tortuga”, acesse o site: pedaldotortuga.com.br.

Para acompanhar o diário da cicloviagem, acesse o perfil do projeto no Instagram ( https://www.instagram.com/pedal_do_tortuga) e o canal no YouTube (www.youtube.com/channel/UCRhWI8aMCSZ3EAEYx_jK7JA).

Para quem se interessar em colaborar com o projeto “Pedal do Tortuga”, basta doar qualquer valor. Seguem os códigos e chaves para depósito abaixo:

Chave PIX: alexandre_catozzi@outlook.com
PayPal: alexandrecatozzii@gmail.com
Apoia-se: apoia.se/pedal_do_tortuga

“Tem até uma brincadeira que eu peço para a galera fazer um mini Pix. A cada real doado, a pessoa estará colaborando com um quilômetro da minha viagem. Toda ajuda é muito importante e bem-vinda, tanto quanto das pessoas que irão me acolher no caminho, dando guarida e cedendo espaço para que eu possa dormir, comer, tomar banho e acampar com segurança. Estou levando barraca e fogareiro”, diz Catozzi.

“Todo apoio terá imenso valor, independentemente da quantia depositada. Se for um real ou 100 reais, a importância é igual. A sensação de que as pessoas estejam participando e fazendo parte da minha história é a maior injeção de ânimo. Essa é a magia da viagem”, afirma Alexandre Catozzi.

“É impossível mensurar o tamanho do gasto real da viagem. Se for realmente calcular, a gente está falando de um valor muito alto. Por isso, precisarei estar sempre repondo a verba, senão terei que ficar um ou dois meses em uma cidade para poder seguir adiante, o que atrasaria muito o projeto ou acabaria com ele. Pelo que percebi, isso não vai acontecer, pois tem muita gente me ajudando, inclusive de fora do País”, celebra Alexandre Catozzi.

Tags: alexandre catozziAmérica do SulAtacamaaventurabicicletaCampinascicloviagemciclovidadesafiojornada
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Gustavo Magnusson

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