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Home Cidade e Região

Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais

Em Campinas, mais de 1,8 mil pessoas morreram da doença nos últimos 10 anos; cigarro é o principal fator de risco

Redação Por Redação
1 de agosto de 2025
em Cidade e Região
Tempo de leitura: 7 mins
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Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais

Entre os cânceres, o de pulmão é o mais letal no mundo. Foto: Rogério Capela/PMC

1º de agosto é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de pulmão, considerado o mais letal em todo o mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia, entre 2000 e 2022, houve um aumento de 101% no número de óbitos por câncer de pulmão no Brasil. Somente em 2022, foram registradas 29.576 mortes pela doença no país.

Em Campinas, os dados do Registro de Câncer de Base Populacional (RCBP) indicam que, entre 2010 e 2019, foram diagnosticados em média 210 novos casos de câncer de pulmão por ano.

Já o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) aponta que, de 2015 a 2024, ocorreram em média 180 mortes anuais pela doença. O total de mortes no período foi de 1.801.

O cirurgião torácico do Hospital Mário Gatti, Aurilio Garcia Lima e Paula, explicou que a doença ocorre quando uma célula do pulmão sofre uma mutação e inicia um processo de reprodução e crescimento desordenado.

Com o acúmulo de células, forma-se inicialmente um “caroço”, chamado de nódulo. A tendência é que a continuidade do crescimento desse nódulo forme um tumor que pode liberar células na corrente sanguínea ou linfática. Essas células acabam por se depositar em outros órgãos, formando metástases.

Os principais órgãos acometidos por metástases de neoplasias pulmonares são o cérebro, o fígado, ossos, glândula adrenal e o próprio pulmão (o mesmo da doença original ou o outro). A evolução natural, a partir daí, é o óbito do paciente, caso a doença não seja descoberta a tempo para iniciar o tratamento.

O câncer de pulmão tem dois tipos principais: Carcinoma de Pequenas Células, que representa cerca de 15% do número total de casos e é o tipo mais agressivo, e Carcinoma Não Pequenas Células, que corresponde a cerca de 85% dos casos.

Esses dois grupos principais apresentam subdivisões que são importantes de serem identificados porque definem qual o prognóstico da doença e o tratamento a ser realizado, explicou o médico.

A doença tem um grande vilão, que é o principal fator de risco: o hábito de fumar. O tabagismo aumenta de 15 a 30 vezes as chances de desenvolver a doença em comparação com não fumantes, segundo o Instituto Oncoguia.

“Estima-se que 85% dos Carcinomas Não Pequenas Células estejam ligados diretamente ao tabagismo. Já entre os Carcinomas de Pequenas Células, a quase totalidade dos casos ocorre em pacientes com história de tabagismo ativo ou prévio”, explicou.

O segundo principal fator de risco para o câncer de pulmão é o tabagismo passivo. “Pessoas que não fumam mas, convivem diariamente com fumantes e, por consequência, acabam inalando as substâncias tóxicas presentes no cigarro, estão expostas à doença”, explicou o especialista.

“Estudos apontam que a convivência com fumantes pode aumentar em até 24% o risco de um não-fumante apresentar câncer de pulmão”, enfatizou o médico.

Ainda de acordo com Aurilio Garcia, outro fator de risco importante é a poluição das grandes cidades. A constante queima de combustíveis libera substâncias tóxicas na atmosfera.

Há estudos que observam a diferença da incidência de neoplasias pulmonares no meio urbano e rural. Algumas substâncias químicas, ligadas ao trabalho, estão relacionadas ao aparecimento de câncer. A principal delas é o Asbesto, utilizado principalmente na produção de telhas, tubos e caixas d’água e que pode ser responsável por um tipo de câncer muito severo chamado Mesotelioma.

“Outras substâncias como a Sílica, Níquel e Arsênio também podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da doença. Há também o fator genético, já que foram identificados genes que estão relacionados ao aparecimento de câncer de pulmão”, disse.

Perfil dos pacientes

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o terceiro mais comum em homens e o quarto em mulheres no Brasil. Em termos de mortalidade, o câncer de pulmão é o primeiro entre homens e o segundo em mulheres no país.

“A taxa de incidência vem diminuindo entre as mulheres, provavelmente por terem maior facilidade na cessação do tabagismo. Dados do Ministério da Saúde apontam que a doença é mais comum em homens, a partir dos 45 anos. Porém, infelizmente, o dado concreto é que o número de mortes por câncer de pulmão vem aumentando de maneira significativa nos últimos 20 anos. Isso decorre do grande número de pessoas que fumavam nas décadas de 80 e 90 e, apenas agora, entram nas estatísticas da doença”, analisou o médico.

Na opinião do cirurgião, atualmente há uma tendência de diminuição do tabagismo entre a população geral, principalmente devido à proibição das propagandas de cigarros veiculadas nas mídias, diminuição da presença de fumantes em personagens de filmes e séries, e campanhas de conscientização da população.

“O grande problema do câncer é que é uma doença que geralmente cresce de maneira silenciosa. No caso do câncer de pulmão, o sintoma inicial normalmente é a tosse. E é importante lembrar que a grande maioria dos pacientes é tabagista, de modo que a tosse, na maioria das vezes, decorre da inflamação crônica que as substâncias tóxicas causam nos brônquios, e não necessariamente da doença”, explicou.

O médico ainda ressaltou que a tosse é o sintoma inicial na maioria dos casos. “A saída de sangue na tosse (chamada de hemoptise) já é um sinal mais fortemente associado à doença e, comumente, pode indicar lesão mais avançada”, salientou.

Outros sintomas comuns são a dor torácica e a presença de falta de ar progressiva. Com a evolução da doença, a falta de apetite associada à perda de peso pode aparecer, mas não acontece como via de regra.

Fraturas espontâneas podem indicar presença de metástases ósseas ou infiltrações nas costelas e até vértebras. Edema (inchaço) na face e braços podem surgir em caso de compressão dos grandes vasos do coração.

Aurilio Garcia ressalta a importância do diagnóstico precoce. Caso haja suspeita da doença, é fundamental que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.

“O momento do diagnóstico vai definir o tratamento. A Tomografia Computadorizada tem uma sensibilidade excelente para a detecção de lesões suspeitas. Após esse passo, é necessária a programação da biópsia. A decisão da cirurgia é feita com base na localização e tamanho do tumor. Em estágios mais avançados da doença, tratamentos oncológicos com radioterapia, quimioterapia e imunoterapia podem ser realizados”, explicou.

Prevenção

A principal forma de prevenção é parar de fumar. Segundo o médico, o vício do cigarro tem dois principais fatores: a dependência química, que ocorre pela necessidade do organismo em ser ofertado a nicotina, e a dependência psicológica, quando fumar vira um ritual constante na vida do fumante.

Parar de fumar não apenas diminui o risco de câncer de pulmão, mas outros cânceres estão intimamente relacionados com o tabagismo.

Além disso, o tabagismo também pode causar outras doenças pulmonares como o enfisema, além de doenças cardiovasculares como Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto Agudo do Miocárdio, Embolias, insuficiência venosa e arterial.

O médico ressalta que o SUS constantemente realiza campanhas para cessação do tabagismo, principalmente por meio de ações que são realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

No caso de Campinas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desenvolve o Programa Municipal de Tabagismo, que oferece atendimento gratuito e multidisciplinar para quem deseja parar de fumar.

Os grupos de combate ao tabagismo são oferecidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com encontros semanais ou quinzenais, dependendo da etapa do tratamento.

Qualquer pessoa interessada em parar de fumar pode procurar um dos grupos, sem necessidade de agendamento prévio, comparecendo durante o horário de funcionamento.

Após algumas sessões em grupo, os participantes passam por uma avaliação inicial para identificar o grau de dependência da nicotina, e um plano de tratamento individualizado é elaborado, levando em conta a rotina e as necessidades de cada pessoa.

O tratamento é acompanhado por equipe multiprofissional e inclui abordagem cognitivo-comportamental. Caso seja necessário, o uso de adesivos de nicotina ou medicamentos podem ser utilizados para auxiliar na cessação do tabagismo.

Os encontros são realizados em grupo, com o objetivo de promover a troca de experiências, oferecer suporte e apoio mútuo entre os participantes, além de fornecer informações sobre o tabagismo e estratégias para lidar com a abstinência.

Os participantes recebem apoio contínuo durante todo o processo de cessação do tabagismo, com acompanhamento individualizado e rodas de conversa sobre temas relacionados ao abandono do vício.

Atualmente, Campinas conta com 50 centros de saúde com grupos ativos contra o tabagismo. No primeiro quadrimestre de 2024, os grupos contavam com 600 participantes, dos quais 320 pararam de fumar.

Já no mesmo período de 2025, o programa contou com 847 pessoas, sendo que desse total, 505 largaram o cigarro.

O aumento no número de participações nos grupos foi de 41,17% e houve alta de 57,81% do número de pessoas que conseguiram abandonar o vício.

Para a dona de casa Marinalva Vidal de Meneses, parar de fumar é um processo de libertação. Ela contou que estava com muita ansiedade e há dois anos, procurou o grupo de tabagismo do centro de saúde San Martin por recomendação de um médico do local.

A princípio, Marinalva entrou no grupo em busca de remédios para ansiedade, mas ficou dois meses e saiu. Depois de um tempo, ela começou a se sentir muito cansada e voltou para o grupo com incentivo da profissional de saúde Flávia Pereira de Castro Candido. Nesse período, foi diagnosticada com lúpus e a doença já havia atingido os rins.

O médico que a acompanha no tratamento disse que ela precisava parar de fumar, e a participação no grupo foi fundamental para o apoio nesse processo. Marinalva conseguiu largar o vício há nove meses. “Sinto um sentimento de superação. Muita coisa melhorou em minha vida: me sinto mais saudável no dia a dia. O sabor da comida é mais gostoso e o meu casamento melhorou bastante, porque meu marido nunca gostou de cigarro. É muito gratificante e libertador saber que você pode largar o vício. Com apoio, a gente consegue”, disse a dona de casa que se transformou em uma incentivadora para que outras pessoas parem com o vício.

Os interessados em parar de fumar podem procurar um dos grupos que estão em todas as regiões de Campinas, no link: https://portal-api.campinas.sp.gov.br/sites/default/files/secretarias/arquivos-avulsos/125/2024/01/19-135801/Unidades_Programa_Tabagismo.pdf

 

Tags: CampinascâncerdiagnósticodoençaHora Campinasprevençãopulmãosaúde
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