Levantamento junto aos Cartórios de Registros Civis do Brasil mostra que as pessoas mais jovens, que ainda não receberam imunização contra a Covid-19, foram as que registraram crescimento absoluto e percentual superior a 83% no número de mortes no mês de abril em relação à média no período da pandemia. Em Campinas, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento foi a da população entre 40 e 49 anos. Houve crescimento de 121% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021.
Os números absolutos de falecimentos desta faixa etária também aumentaram em abril na cidade, passando de 52 em março para 56 no último mês.
Na sequência, a faixa etária que vai dos 50 aos 59 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 83% em relação à média desde o início da pandemia. O crescimento também se deu nos números absolutos em relação a março, passando de 95 para 115.
Outra faixa etária que registou crescimento em Campinas foi a de pessoas entre 30 e 39 anos, onde houve crescimento de 86%, mantendo o número de 26 óbitos nos meses de março e abril deste ano.
Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 60 e 69 anos registrou aumento de mortes de 16% em relação à média desta idade no período, e uma diminuição de falecimentos passando de 160 em março para 149 em abril.
Nas demais faixas etárias, já vacinadas com as duas doses contra a Covid-19, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 7% na faixa entre 70 e 79 anos, 45% entre 80 e 89 anos, e 79% na população entre 90 e 99 anos. Ou seja, os primeiros a receber imunização tiveram as maiores quedas de taxas.
O levantamento junto aos Cartórios de Registro Civil do Brasil no mês de abril, o segundo pior desde o início da pandemia na cidade de Campinas, são claros em apontar que a vacinação em massa de sua população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pela Covid-19.
Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades no estado de São Paulo, a população mais jovem de Campinas viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus na cidade, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.
Estado de São Paulo
Em relação ao estado de São Paulo, os números estão à frente da média do Brasil em todas as faixas etárias. Entre a população de 20 a 29 anos, o crescimento percentual paulista foi de 53%, enquanto no País foi de 38%. Na faixa que vai dos 30 aos 39, São Paulo viu os óbitos crescerem 73%, enquanto o Brasil registrou aumento de 56%. O cenário se repetiu nas faixas de 40 a 49 anos, 66% x 57%, 50 a 59 anos, 56% x 54%, e 60 a 69 anos, 24% a 22%.











