Uma mulher de 33 anos foi morta ao ser atingida por pelo menos 15 facadas na tarde desta quarta-feira (10), dentro de casa, no Jardim São Marcos, em Campinas. O assassino era seu companheiro, que fugiu após o crime e se jogou contra um caminhão na Rodovia Dom Pedro I, a poucos quilômetros do local da ocorrência, e morreu atropelado.
A vítima, identificada como Andressa Silva Ferreira, foi encontrada morta na residência onde vivia com Alex de Oliveira Júnior, o autor do crime, na rua Hermínia Ricci. O sargento da Polícia Militar (PM), Murilo Navarro, que atendeu a ocorrência, afirmou ter identificado um grau extremo de violência ao se deparar com a cena da tragédia.
“Quando chegamos, a mulher estava caída ao solo. Ela sofreu pelo menos 15 facadas. Solicitamos o Samu, mas ela já não tinha sinais de vida”, relatou durante entrevista coletiva.
O policial informou ainda que o casal tinha um histórico longo de conflitos e violência doméstica. A polícia, diz o sargento, já havia sido acionada diversas vezes para intervir em brigas na residência em ocasiões anteriores.
Os parentes disseram que o casal estava junto há seis anos e que as divergências entre os dois eram constantes. Segundo pessoas próximas, Alex era usuário de entorpecentes, alcoólatra e já tinha sido conduzido outras vezes à delegacia por agredir a mulher, confirmando as declarações do sargento.

Feminicídio seguido de suicídio
De acordo com a PM, Andressa havia decidido encerrar o relacionamento. Na tarde anterior ao crime, ela colocou os pertences do companheiro para fora da casa. Inconformado, o agressor voltou nesta quarta tentando reatar. Diante da negativa, desferiu os golpes fatais.
Após o crime, Alex fugiu a pé até a Rodovia Dom Pedro I, a cerca de 1 km da casa, e se atirou na frente de um caminhão. Ele morreu no local.
O casal tinha um filho de 1 ano. No momento do assassinato, a criança estava na creche.
“Um familiar já se deslocou para buscar a criança, que seguirá recebendo apoio da família”, completou o sargento.
O caso será investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado seguido de suicídio. A ocorrência seguia em andamento até a publicação dessa matéria.









