A Polícia Federal está realizando na manhã desta sexta-feira (16) a Operação Baiuca. O objetivo é encerrar as atividades de organização criminosa voltada a roubos de cargas e caminhões e lavagem de dinheiro na região de Campinas.
Ao todo, 120 policiais federais estão dando cumprimento nesta sexta-feira a 19 mandados de prisão temporária – 30 dias, prorrogáveis por mais 30 – e a 22 mandados de busca e apreensão, em endereços residenciais e comercias (adegas e transportadora) ligados à organização criminosa nas cidades de Campinas, Hortolândia, Limeira e Paulínia, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Paulínia.
Além das prisões e buscas também foi determinado o sequestro de bens e valores ligados à organização em um total de R$ 1.750.000,00. Na cidade de Paulínia, o cumprimento dos mandados contam com a participação autorizada judicialmente de 35 guardas civis do município.

A investigação, conduzida pelo grupo especializado em repressão a crimes de roubo de cargas e caminhões da Delegacia de Polícia Federal em Campinas, teve início em abril do ano passado, com informações recebidas pela Polícia Federal e confirmadas pela GCM de Paulínia.
Após diligências, foi identificada uma organização criminosa liderada por um indivíduo residente em Paulínia, responsável por arregimentar roubadores, os quais, geralmente em 3 criminosos, abordavam caminhões em movimento ou em locais de descanso e rendiam o motorista com o emprego de arma de fogo ou simulacro, mantendo a vítima em cativeiro até o transbordo da carga e destinação do veículo.
As cargas mais visadas eram combustíveis e bebidas, havendo indícios de que as adegas nas quais alguns investigados figuram nos quadros societários sirvam para lavagem de dinheiro e comercialização bebidas roubadas.
Entre fevereiro de 2023 e dezembro de 2024 constatou-se 22 roubos praticados pela organização criminosa nas cidades de Americana, Campinas, Cosmópolis, Jaguariúna, Limeira, Mogi Mirim, Monte Mor, Paulínia e Sumaré.
Os investigados responderão, na medida de suas condutas, pelos crimes de integrar organização criminosa, roubo e ocultação de capitais – lavagem de dinheiro-, cuja penas somadas podem passar 40 anos de prisão.

A Operação Baiuca – cujo nome significa bar, botequim mal frequentado, em referência aos estabelecimentos comerciais usados para destinação de bens roubados e lavagem de dinheiro – é resultado do investimento da Polícia Federal em especialização de um grupo que trabalha em conjunto com outras forças da Segurança Pública, visando a desarticulação de organizações voltadas especialmente ao roubo de cargas e caminhões nas rodovias brasileiras.
Com início dos trabalhos investigativos em dezembro de 2021 o grupo foi responsável – sem contar as prisões nessa data – por mais de 250 prisões e pela desarticulação de várias organizações criminosas por meio das Operações:
♦ 2022: Rapina;
♦ 2023: Insídia, Malta, Caterva, Malta II, Volvere, Cicônia, Aboiz;
♦ 2024: Cacaria Barrière, Vitreum, Ladinos;
♦ 2025: Hammare e, nesta sexta-feira, Baiuca.











