Uma operação coordenada da Polícia Civil para o combate à violência doméstica resultou na prisão de seis suspeitos na região de Campinas durante a Operação Ano Novo, Vida Nova, realizada entre segunda (29) e terça-feira (30). A ofensiva ocorreu na área do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter-2) e teve como foco o cumprimento de mandados judiciais expedidos contra acusados de agressões no âmbito familiar.
Somente em Campinas, 28 mandados de prisão foram expedidos. Desse total, 15 suspeitos não foram localizados, nove mandados já tinham sido executados antes do início da operação, dois procurados estavam falecidos e um mandado foi cumprido durante a operação. Também houve cumprimento de ordens judiciais em Águas de Lindóia (1), Jundiaí (2), Atibaia (1) e Mogi Guaçu (1).
Ao longo de 2025, a Região Metropolitana de Campinas tem registrado casos recorrentes de violência doméstica e violência contra a mulher. No recorte mais extremo, o do feminicídio, foram contabilizados 24 casos em dez cidades, número superior ao de 2024, quando 22 mulheres foram assassinadas.
A operação faz parte de uma ação estadual deflagrada pelo Governo de São Paulo, com o objetivo de intensificar o combate à violência contra a mulher. Em todo o estado, cerca de 1,7 mil policiais e mais de mil viaturas foram mobilizados. A coordenação ficou a cargo da Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil, com apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher.
De acordo com o balanço divulgado pela SSP, apenas nesta terça-feira foram cumpridos 562 mandados de prisão em todo o estado, além da prisão em flagrante de 18 homens. A maior parte das detenções ocorreu na Grande São Paulo, com 161 presos, seguida da capital, onde 139 agressores foram capturados.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a iniciativa tem como objetivo interromper ciclos de violência, garantir o cumprimento das decisões judiciais e ampliar a segurança das mulheres em todo o território paulista.
O Governo de São Paulo afirma que o combate à violência doméstica é uma política permanente de Estado, baseada na integração entre repressão qualificada, acolhimento às vítimas e fortalecimento da rede de proteção. Nesse contexto, o governo destaca o programa SP Por Todas, que reúne ações voltadas à proteção, autonomia e atendimento às mulheres, como o aplicativo SP Mulher Segura e a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher com funcionamento 24 horas.











