O papa Francisco admitiu neste sábado (2) que está a ser ponderada uma visita à Ucrânia, no dia em que alertou para o risco de “uma guerra prolongada e fria que pode sufocar a vida de povos e gerações inteiras”. Francisco chegou a Malta numa viagem que estava prevista desde 2020, mas foi adiada duas vezes devido à pandemia de Covid-19 e que agora acontece em plena guerra na Ucrânia.
Durante o voo para Malta para uma visita de dois dias o papa Francisco declarou que “está em cima da mesa” uma viagem à Ucrânia, ao responder a uma questão colocada pela imprensa.
Questionado pelos jornalistas se está a levar em consideração o convite de ir a Kiev, Francisco respondeu: “sim, está em cima da mesa” uma viagem à Ucrânia.
Tanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, como o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, convidaram o chefe da Igreja Católica a visitar o país para mostrar a sua proximidade com a população ucraniana, que está a sofrer numa guerra que o papa tem criticado repetidamente.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.276 civis, incluindo 115 crianças, e feriu 1.981, entre os quais 160 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.
A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.
A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções econômicas e políticas a Moscou.
No front
O exercito ucraniano continua a avançar nas proximidades de Kiev e do aeroporto de Gostomel com a retirada das forças russas, segundo o último relatório dos serviços secretos do Ministério da Defesa do Reino Unido. Segundo aquela agência de notícias espanhola Efe, os serviços secretos britânicos apontam que as tentativas do exército ucraniano de avançar de Irpin para Busha e Gostomel continuam e confirmam que as forças russas estão a retirar-se do aeroporto de Gostomel (aeroporto militar estratégico às portas da capital), que tem estado sob fogo desde o primeiro dia do conflito.
A Ucrânia, explica o relatório, retomou várias aldeias ao longo do eixo oriental e assegurou uma rota fundamental a leste de Kharkiv, após fortes combates.
(Agência Lusa News)











