A Polícia Civil de Campinas cumpriu, na manhã desta sexta-feira (18), 13 mandados de busca e apreensão em investigação sobre a morte de Nilton Aparecido de Maria, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas. Os mandados foram cumpridos em endereços em Campinas, Sumaré e Hortolândia, em endereços de seis alvos.
A investigação descartou a hipótese de latrocínio e já tem certeza de que o assassinato foi encomendado. A investigação busca descobrir o mandante e a motivação.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários foi executado na manhã de 26 de janeiro, com um tiro na nuca, quando saía de casa com a esposa. Segundo informações de parentes, ele vinha recebendo ameaças desde que foi eleito presidente do sindicato, em agosto de 2021. O crime aconteceu por volta das 7h, em frente à casa da vítima, no Núcleo Residencial Gênesis, em Campinas.
Dos seis alvos dos mandados, quatro compareceram à delegacia para prestar depoimento.
O delegado Rui Pegolo, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, disse que a investigação deu um passo importante na elucidação do crime. “A polícia está reunindo vários indícios. Na etapa de hoje (18) foram apreendidos celulares e documentos que são objetos de apuração. Não há nenhuma prisão decretada. O caso está em sigilo e não podemos adiantar muita coisa das pessoas que são investigadas. Mas a Polícia Civil já descartou a hipótese de latrocínio. A linha de investigação, o que foi apurado até agora, revela um crime de homicídio encomendado”, disse o delegado.
Segundo Rui Pegolo, novas oitivas serão realizadas, inclusive de quem já prestou depoimento. A expectativa é de que o crime seja esclarecido em breve.
“A polícia já tem uma linha, um fio condutor dessa motivação. Está sendo corroborado esse fio condutor a cada dia que passa, então a polícia tem a expectativa de que realmente esse caso seja esclarecido 100%”, concluiu.
Protesto
Um dia após o assassinato, por volta das 7h30, os motoristas do transporte coletivo fizeram um protesto contra a morte do sindicalista. Eles usaram os coletivos para bloquear um trecho da Avenida João Jorge, no Centro de Campinas. Com apoio da Polícia Militar (PM), agentes da mobilidade urbana conseguiram desbloquear a avenida.
De acordo com a Emdec, das 200 linhas de Campinas, 110 sofreram algum tipo de paralisação no início daquela manhã. Ônibus extras foram colocados em circulação, mas se mostraram insuficientes para atender a demanda. Os transtornos aos usuários se prolongaram ao longo de toda manhã.
O SetCamp informou que aproximadamente 76 mil usuários em Campinas foram afetados pelo protesto. E acrescentou que das seis garagens que abrigam a frota campineira, três amanheceram totalmente fechadas. O SetCamp estimou que por volta das 10h30 havia nas ruas da cidade 31% dos ônibus.











