Quatro empresas participarão do leilão para concessão do Lote Rota Mogiana promovido pelo governo estadual de São Paulo. São elas a Motiva, antiga CCR; EPR Participações; Consórcio Rota Mogiana, formado pela Azevedo & Travassos; e o fundo MC Brazil, da Mubadala. O leilão será realizado nesta sexta-feira (27), na B3, em São Paulo. A concessão prevê R$ 9,3 bilhões em investimentos e impacta quatro cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
A Rota Mogiana tem 522 km, dos quais 346 km pertencem atualmente à concessão Renovias (Motiva). Ela conecta cidades do interior de São Paulo a Campinas e ao sul de Minas Gerais.
O prazo para entrega dos envelopes terminou nesta terça-feira (24). A proposta que oferecer a maior outorga ao Estado vencerá o leilão. O Lote Rota Mogiana abrange rodovias que cruzam 20 municípios de diferentes regiões, incluindo Campinas, Holambra, Artur Nogueira e Jaguariúna. O projeto prevê duplicações, faixas adicionais, acostamentos e passarelas, além de outras melhorias.
Constam na concessão, por exemplo, trechos da SP-340 (Campinas-Mogi Mirim), já administrada pela Renovias, e da SP-135 (ligação Piracicaba-Americana), hoje sob gestão do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP).
O governo argumenta que a concessão vai melhorar a segurança viária, enquanto motoristas, moradores e comerciantes da região criticam o aumento do número de pedágios.
A primeira audiência pública para a apresentação do projeto de concessão do lote rodoviário Circuito das Águas, que abrange 533 quilômetros de malha rodoviária da região, em março passado,gerou reações negativas de prefeitos e autoridades locais, principalmente em relação à instalação de mais de 30 praças de pedágio ao longo da malha rodoviária.
No edital, estão previstas, dentre as melhorias, duplicação de 217 quilômetros de rodovias; implantação de 138 quilômetros de terceiras faixas; construção e adequação de 151 dispositivos de acesso; implantação de 96km de marginais; e construção de 59 novas passarelas.
Redução de tarifas
Nesta terça-feira, o governo de São Paulo informou que com o leilão da Rota Mogiana, a nova concessão começará com redução nas tarifas das praças atuais. As quedas chegam a 29% em alguns trechos. A medida integra a política do Governo de São Paulo de padronização da tarifa quilométrica. Dessa forma, estabelece-se valor menor e uniforme por quilômetro percorrido em todo o Estado.
As maiores reduções ocorrerão em Jaguariúna (–29%), Águas da Prata (–27%) e Estiva Gerbi (–26%). Também terão queda nos valores Espírito Santo do Pinhal e Itobi (–20%), Casa Branca (–13%), Mococa (–9%) e Aguaí (–5%). Em nenhum caso haverá aumento nas praças existentes.








