Levantamento da Agência de Transporte do Estado (Artesp) aponta que São Paulo registrou 6.957 focos de incêndio nas rodovias sob concessão nos oito primeiros meses de 2024. É um aumento de quase 25% em relação aos 5.597 focos acumulados ao longo de todo o ano de 2023. Com três incêndios na terça-feira (17), a Concessionária Rota das Bandeiras, que administra 297 km de rodovias, já contabiliza 501 ocorrências no ano, marca superior às que foram verificadas em 12 meses de cada um dos últimos três anos.
Em todo o ano de 2021, a concessionária registrou 453 incêndios na malha sob sua administração, que inclui o Corredor Dom Pedro. Esse número caiu para 408 focos em 2022 e depois para 372 em todo o ano passado.
Somente nos primeiros 17 dias de setembro, a Rota das Bandeiras informou ter atendido a 59 incêndios em áreas verdes. O único dia do período em que não houve atendimento foi justamente na segunda-feira, quando choveu fraco na região de Campinas. Até então, eram 18 dias consecutivos de queimadas, desde o último 29 de agosto.
Apesar do fogo espontâneo provocado por conta das condições climáticas, muitas ocorrências têm início por ações humanas, como o arremesso de bitucas de cigarro por motoristas, a queima de lixo e de terrenos baldios para limpeza e o descarte de materiais, como latas de alumínio.
Coordenador de Operações da Rota das Bandeiras, Murilo Perez ressalta que a conscientização da população lindeira às rodovias é essencial para diminuir o número de ocorrências.
“Grande parte destes incêndios ocorre em áreas urbanas, como o trecho da D. Pedro I (SP-065), em Campinas. Infelizmente, ainda é comum esta prática de queima de lixo e de terrenos desocupados. Neste período do ano, a ação se torna ainda mais perigosa. Além de toda questão da saúde que a fumaça pode provocar, há um risco de segurança viária para quem trafega nas rodovias. Por isso, temos intensificado campanhas de conscientização com a população”.
A maioria dos incêndios ocorre no fim da tarde, após o dia de intenso calor, o que prejudica ainda mais a visibilidade dos motoristas. O fogo também provoca o afugentamento de animais, que podem invadir a pista e provocar acidentes.
A Operação SP Sem Fogo, do governo do Estado, está em fase vermelha desde o início de junho, quando passam a ser priorizadas as ações de combate e de fiscalização repressiva, além do reforço nas estratégias de comunicação e campanhas. Neste período, a conscientização dos usuários se torna ainda mais importante para evitar o início das queimadas.
A Rota das Bandeiras informa que posiciona caminhões-pipa em pontos estratégicos da malha viária. Além disso, os veículos de inspeção, que percorrem o Corredor Dom Pedro de forma ininterrupta, possuem abafadores para o combate de pequenas chamas. Em eventos de grandes proporções, a Concessionária conta com apoio do Corpo de Bombeiros.
Orientações ao motorista ao se deparar com a fumaça na via:
♦ Reduza a velocidade.
♦ Aumente a distância para o veículo à frente.
♦ Ultrapasse a cortina de fumaça mantendo a velocidade constante.
♦ Não ligue o pisca alerta. Ele só deve ser utilizado se o veículo parar na via.
♦ Nunca pare em uma faixa de rolamento.
♦ Acione a Concessionária responsável pelo trecho.
♦ Se houver um prejuízo muito grande à visibilidade, pare em um local seguro, como postos de serviço e bases de atendimento.











