Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo contra alvos ligados ao vereador Vini Oliveira (Cidadania) foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (3) em Campinas. Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e também em seu gabinete na Câmara Municipal. A ação está relacionada às imagens que mostram Vini Oliveira em reunião a portas fechadas com uma empresa ligada à licitação do transporte público municipal.
Dos 11 mandatos, dez são cumpridos em Campinas e um em Paulínia, onde fica a sede da empresa de transporte mostrada nas imagens do programa Cidade Alerta, da Thathi Record, no último dia 27.
Na segunda-feira (1), a Câmara de Campinas aprovou, por unanimidade, a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador por indícios de improbidade administrativa. Vini está hospitalizado em não compareceu à sessão.
A operação desta quarta-feira é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold).
Comissão Processante
A Comissão Processante (CP) criada na Câmara Municipal de Campinas para investigar Vini Oliveira espera sua alta médica para notificá-lo. Por sorteio, a comissão que poderá cassar o mandato do vereador ficou composta por Paulo Haddad (presidente), Otto Alejandro (relator) e Dr. Yanko.
Assim que for notificado, Vini terá de apresentar sua defesa por escrito no prazo de dez dias. Em seguida, a CP terá cinco dias para analisar a defesa e decidir pelo arquivamento ou prosseguimento da denúncia.
Os integrantes da CP terão 90 dias para concluir o trabalho, contados a partir da notificação ao acusado, lembrando que a CP não paralisa os trabalhos durante o recesso parlamentar de julho. Para a cassação de um parlamentar é necessária a aprovação de dois terços dos 33 vereadores da Câmara de Campinas.
Relembre o caso
O programa Cidade Alerta da TH+ Record exibiu, na última quarta-feira (27), uma reportagem contra o vereador de Campinas Vini Oliveira. Nas imagens de câmeras de segurança, o vereador aparece numa reunião numa empresa do transporte coletivo – na companhia de outro homem (que parece fazer parte da equipe dele).
Os dois chegam de carro e entram na empresa. Não se sabe o contexto do encontro, mas o tema ganhou grande repercussão porque Campinas passa por um processo de licitação complexo e turbulento no transporte. No momento, a licitação bilionária, inclusive, está suspensa pela Justiça.
Em uma reunião com supostos integrantes da empresa, Vini e o colega recebem dois envelopes, cujo conteúdo não é possível esclarecer, que são colocados em uma caixa preta. O vereador e o colega também são flagrados deixando o local com o material.
No vídeo publicado em seu perfil no Instagram, intitulado “A verdade”, Vini negou que havia dinheiro no malote. Ele mostrou a caixa e disse que se tratavam de documentos. “A gente precisa conversar. Vou mostrar para vocês o que tem dentro do malote”, anuncia na post.
Nota à imprensa
Em nota à imprensa enviada nesta quarta-feira, a empresa Smile Transportes e Turismo Ltda declarou que está prestando todos os esclarecimentos, disponibilizando informações necessárias às autoridades competentes e colaborando integralmente com as investigações para que os fatos sejam devidamente apurados.












