Cá estamos iniciando 2023, ano novo, virada na qual houve na maioria dos casos muita bagunça, festividades, churrascos, praias, fogos e rojões, há quem pulou as sete ondas conforme a tradição; há quem pediu uma, duas, três ou bem mais coisas, escolheu e focou em possíveis conquistas e mudanças para esse novo ano, por outro lado há quem agradeceu por momentos e experiências positivas e as encarou como oportunidades.
Agora lhe pergunto se a virada do ano lhe proporcionou algo de diferente? Pergunto-lhe se os segundos do relógio são mágicos a ponto de dar meia noite e tudo mudar em sua vida? É com essa provocação que inicio essa nossa primeira reflexão do ano. Pode me acompanhar?
Há conforme a tradição muita expectativa com tal data, ela é sinônimo de final de um ciclo e de início de um novo ciclo, momento em que se deve fazer um balanço geral sobre ações, ganhos, perdas, sobre conquistas, sejam elas materiais ou não.
Momento em que se deva pensar no que deve continuar sendo um padrão e no que se deve modificar para obter novos e melhores resultados. Eu, tal como professor de filosofia que sou (um cético e racionalista) não acredito muito nessa “magia midiática” que envolve a virada de ano, pois penso que, quando se trata de tomar iniciativas na vida, toda hora é hora, todo início de um novo dia é uma nova oportunidade de fazer algo diferente.
Há quem simplesmente almeje, deseje, sonhe com coisas novas, mas não assume nenhuma responsabilidade. Você é uma dessas pessoas? Há ainda quem procrastine, ou seja: que deixe para depois! Mal inicia-se o ano e já estão desmotivados, se enganando e dizendo que quando passar o carnaval mudam, quando passar a páscoa mudam, quando chegar as férias, o final de ano e tal dia de mudança nunca chega. Há quem defenda a tese de que: “Depois é nunca!”. Você é uma dessas pessoas?
A vida passa, a mídia nos vende uma cartilha da vida feliz; fazendo com que você a siga. Cartilha que lhe manda fazer a faculdade que lhe dá dinheiro, lhe dizendo para namorar, casar, ter filhos, viajar, ter o emprego dos sonhos, se aposentar e…? E…? E a vida passa.
Ela passa e você passou o tempo todo querendo que tudo caísse no seu colo. Você pode sim e deve ter sonhos, objetivos, metas, você deve assumir a responsabilidade por seus atos, ações e desenvolver a habilidade da resiliência, ou seja, de reagir perante as contingências da vida (imprevistos). Deve sim se permitir errar, chorar, descansar, pois ninguém aqui é de ferro, como defendem os palestrantes motivacionais.
Um alerta: cuidado quando disserem que você precisa vencer na vida! Isso pode desgastar você, como defende o sociólogo Alain Heremberg. Sou suspeito a pensar sobre vencer na vida, vencer no que? Vencer sobre quem? Todos que lhes cercam seriam supostos rivais?
Siga sua vida hoje, no presente, pois é um presente!
A viagem é longa, a estrada nem sempre é das melhores, siga em frente, aprenda com seus erros e se possível, aprenda com os erros dos outros sem precisar errar. Confie em você, olhe no espelho e perceba suas qualidades, que você é uma pessoa única.
Não se trata aqui de ser melhor que ninguém, se trata de perceber-se diferente, se trata de se tornar melhor a cada dia, a cada passo. Eu acredito e confio em você! Conte comigo nessa jornada.
Thiago Pontes é filósofo e neurolinguista (PNL) – Instagram @institutopontes_oficial











