Pressa. Necessidade de fazer algo com rapidez, urgência, precisão.
Corremos porque o futuro é incerto. Mas e se começássemos a correr justamente pelo que é certo? A única certeza da vida é a morte. Então, talvez, a única pressa que realmente faça sentido seja a pressa de amar.
No livro O Pequeno Príncipe — uma obra que carrego com especial apreço —, o pequeno príncipe questiona a necessidade dos adultos de medir o valor das coisas por números. E, a partir disso, ficam algumas provocações: Quanto vale um bom momento? Quanto vale uma gargalhada? Quanto vale o amor genuíno?
As respostas parecem indefinidas, talvez incalculáveis. Então por que a pressa para sobreviver parece valer mais do que a pressa para viver?
Outro dia me peguei refletindo sobre o quanto tenho vivido em modo acelerado. E me questionei: essa pressa toda é real? Existe mesmo atraso, ou apenas a sensação dele?
A vida moderna, as comparações e o excesso de informação nos empurram para um ritmo acelerado quase que por osmose. Sem perceber, estamos sempre correndo, mas raramente paramos para perguntar: estamos correndo para onde?
O ponto central talvez seja outro: a pressa está bem direcionada?
Talvez valha a pena desacelerar por alguns minutos ao dia. Rever prioridades. Reorganizar o tempo. Estar mais presente com quem amamos e com aquilo que, de fato, importa.
No fim, a pergunta permanece, simples, mas necessária: Afinal, pressa pra quê?

Tábita Luiza de Ávila Dutra, 20 anos, mora em Pelotas no Rio Grande do Sul e pela segunda vez é colunista do Retrato das Juventudes. A jovem se prepara para ingressar na faculdade de medicina e atua como monitora da Academia Educar On-line.











