Quanto tempo leva para perceber os impactos em nossa vida sobre essa volta que o mundo dá? É nessa linha de raciocínio que gostaria de convidar você minha querida leitora, meu caro leitor para que, em minha companhia, possamos juntos refletir sobre a possibilidade de a volta do mundo impactar os resultados de nossa vida e daquelas pessoas que conosco convivem, incluindo um desfecho em teor de “justiça/ vingança” para com aquelas pessoas que nos fizeram um mal físico e mental. Quem nunca se sentiu oprimido e pensou: “O mundo dará suas voltas… O que é seu está guardado!”. Você topa vir comigo nessa jornada? Pois então venha. Será um prazer ter você como companhia.
Quando pensamos em um carro que infelizmente venha a capotar em uma rotatória à beira da pista da rodovia, na maioria das vezes está atrelada a alta velocidade (dentre outros fatores), essa alta velocidade tem grande impacto não só na vida de quem está dirigindo, bem como dos envolvidos, passageiros, outros veículos, familiares das vítimas… A alta velocidade, nesse quesito, remete a um grande impacto negativo. É assim também na analogia exposta no título desse capítulo. Bem sabemos pelas leis da física, por Newton, Copérnico dentre outros grandes nomes da ciência, que o mundo dá suas voltas, por tal movimento é que temos o dia e a noite, o calendário, as estações e o fato de ela dar uma volta circular remete a em dado momento ela voltar ao ponto inicial do percurso.
É como aquelas corridas em olimpíadas, nas quais o local de chegada dos atletas se dá literalmente no mesmo ponto em que eles iniciaram competição. Portanto, o mundo dá sua volta e se encontra no mesmo ponto que passou outrora.
A partir de tal fato, podemos adentrar com a metáfora, inserida na questão do tempo, do movimento e dos seus impactos, quiçá um deles seja a cura, mas enfim. A frase faz grande referência quando alguém sair perdendo, injustiçado, traído em alguma relação social, pessoal, profissional, familiar, amorosa… É como se a vítima torcesse para que a pessoa que a oprimiu “tropece na mesma pedra que lhe fora jogada outrora”, que essa pessoa que lhe causou certo dano, venha a sofrer das mesmas consequências em algum momento da vida que se segue.
Isso envolveria religião e fé, em sua opinião? Isso envolveria física quântica, lei da atração e a justiça do universo? Bom, a opinião é sua, eu confesso que é sim interessante quando tenho ciência do fato em si, me é sim interessante perceber que a pessoa que me oprimiu depois de um dia, um mês, um ano, uma década veio a “pagar pelo que fez graças à alguma forma de justiça metafísica”.
Não vou ser hipócrita em negar isso, pelo menos eu não gosto de ser injustiçado e sigo a risca o Imperativo Categórico do filósofo alemão Immanuel Kant, que trata basicamente sobre agir de tal maneira para com o outro tendo a expectativa de que a sua ação para com ele venha a se tornar uma Lei universal, incluindo-se nela como a pessoa passiva futuramente que irá receber o mesmo impacto da sua ação atual, sendo ela boa ou má, positiva ou negativa.
Ao pensar aqui no teor da velocidade dessa volta, dessa “lei do retorno”, também acaba sendo bem vindo tal retorno para quem nos fez o mal, que esse retorno venha o quanto antes, inclusive se isso fizer com que essa pessoa opressora precise de você posteriormente e tenha de agir de forma humilde, arrependida lhe pedindo desculpas e algum favor. Esse artigo retrata muito do que ouço em sala de aula como professor, retrata muito do que ouço dos meus pacientes em clínica psicanalítica e creio que retrata muito de você leitor, de você leitora aqui deste livro, pois quem de nós aprecia ser injustiçado?
Admito que nesse exato momento em que escrevo esse capítulo, passo por momentos delicados em que me doei nas mais diversas relações sociais e tudo o que menos obtive foi um retorno digno, respeitoso, e não falo aqui de méritos, cargos, dinheiro, fama, mas apenas e essencialmente uma postura: consideração.
Respeitar o próximo é um dever e isso deveria de fato ser passado logo na infância, pelos pais, reforçado na escola no convívio com os colegas de sala, estendido para a ida profissional e também, por que não, na relação amorosa e da possível “nova família” que você venha a construir, essa postura respeitosa no decorrer do tempo, certamente lhe trará paz, lhe trará uma sensação de dever cumprido, um conforto atrelado à saúde emocional que vem e continuar a se desenvolver ao longo do tempo, sendo, por que não, sinônimo de uma cura para o corpo, para a mente e para a alma?!
É importante frisar que a reflexão aqui se passa pela ótica da vítima, não seja você a pessoa que irá agir devolvendo na mesma moeda o mal que lhe fora feito, pois se assim você fizer, toda a sua expectativa de justiça metafísica cairá em contradição.
Thiago Pontes Thiago Pontes é Filósofo, Psicanalista e Neurolinguísta (PNL) – Instagram @institutopontes_oficial











