Em cenário de “aculturação” midiática e mercadológica da planta invasora Cannabis [não nativa], já era mesmo de se esperar que a criminalidade organizada buscasse a sua larga fatia de mercado do THC (psicoativo existente na planta).
A Cannabis se adapta facilmente a qualquer parte do “continente” brasileiro – pois a produção de THC é potencializada com a incidência de raios UV.
“Narco estatização” a passos largos e sem volta!
A menos que Estado, sociedade e famílias, uma a uma, cumpram o dever constitucionalmente imposto de preservação do “meio ambiente cerebral” das presentes e futuras gerações.
O THC hoje é “ingrediente” não só para os antigamente chamados de “baseados” ou “bongs”.
Está cada vez mais presente, com elevadas/perigosas concentrações em bebidas diversas, alimentos ultraprocessados [doces e salgainhos, por exemplo] e nos dispositivos eletrônicos para fumar [cigarros eletrônicos/”vapes”].
Que tragédia mais que previsível e anunciada.
O sertão virando um mar… de psicoses e outros males físicos e psíquicos associados ao consumo e/ou dependência do THC.
Carecemos de mais vozes altissonantes, sempre com lastro em evidências histórico-científicas, manifestando-se contrariamente a projetos de lei que visam a ampla legalização da Cannabis (PL 399/15) e dos cigarros eletrônicos (PL 5008/23).
Guilherme Athayde Ribeiro Franco é promotor de Justiça em Campinas. Especialista em Dependência Química pela UNIAD/UNIFESP. Membro da ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) e da APMP (Associação Paulista do Ministério Público)











