Entre 1º de janeiro e o dia 13 de junho, última segunda-feira, Campinas registrou 8.561 casos de dengue, conforme dados do boletim divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Saúde do município. No mesmo período foram confirmados nove casos de chikungunya (seis importados e três autóctones). Até o momento, não houve registro de casos de zika.
Nesta quarta-feira (15) foram confirmadas três mortes pela dengue, subindo para quatro o número de óbitos pela doença em Campinas.
A primeira vítima é um homem de 84 anos, morador da região Sul. O óbito foi em 5 de abril em um hospital da rede privada. A segunda foi um homem de 41 anos, da região Norte, que morreu em 24 de abril em outro município. A terceira morte foi em 30 de abril, também na rede privada, e se trata de um homem de 77 anos, da região Leste.
A primeira morte foi confirmada em maio e aconteceu em 7 de abril.
Regiões
A região Sul é a que mais tem casos de dengue, com 1.962 registros. Na sequência estão as regiões Norte, Noroeste e Leste, com 1.954, 1.701 e 1.462 casos, respectivamente. A Sudoeste tem 1.396 confirmações.
A coordenadora do Programa Municipal de Arboviroses, Heloísa Malavasi, explica que a prefeitura faz um trabalho intenso, mas a reposição de criadouros é muito grande.
“Isso dificulta a interrupção da transmissão. Muitas vezes uma área é limpa e poucos dias depois está cheia de resíduos novamente”, afirmou.
Prevenção e sintomas
Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias.
É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.
Os sintomas da dengue são febre alta, dores nas articulações, nos músculos, atrás dos olhos, dor de cabeça, náuseas, perda de apetite, manchas avermelhadas, entre outros.
Combate
De acordo com a Prefeitura, o trabalho contra as arboviroses realizado pela Administração Municipal é ininterrupto. De 1º de janeiro de 2020 a 31 de maio deste ano, as equipes de saúde realizaram 1.443.677 visitas a imóveis para controle de criadouros. No mesmo período, 415.732 construções localizadas em áreas de transmissões foram nebulizadas e 109.793 toneladas de resíduos foram recebidos nos ecopontos da cidade.
Além disso, reforça a Prefeitura, foram coletadas 54.166 toneladas de resíduos despejados irregularmente na cidade e 10.436 toneladas de resíduos foram recolhidas em ações cata-treco de janeiro de 2020 até 31 de maio de 2022.
As autoridades de Saúde da cidade lembram que a luta contra as arboviroses exige envolvimento de toda a sociedade e cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros.
Levantamento do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.











