A imprensa profissional tem sido achacada por parte da opinião pública por fazer, essencialmente, jornalismo. Numa época de nervos à flor da pele e voz ferina e intolerante amplificada nas redes sociais, a agenda de costumes e comportamentos passou a orientar a bússola da sociedade. Invariavelmente, têm sobrado sopapos de intolerância e faltado mínima civilidade quando assuntos “delicados”, como a orientação sexual, entram em debate.
As rápidas transformações impostas pela tecnologia e pelas novas gerações criaram um abismo contemporâneo. As organizações clássicas, constituídas para representar a sociedade, carecem de um olhar mais adaptado aos tempos atuais. Sua estrutura, muitas vezes oligárquica, não alcança as mudanças que vão modificando mentes, corações e comportamentos.
O mês de junho, que se encerra em breve, é dedicado a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, queer, intersexo, assexuais e todas os membros da comunidade. É o chamado Mês do Orgulho LGBTQIAP+. O marco dessa celebração é a Revolta de Stonewall, em 1969, quando frequentadores de um bar nos EUA resistiram a mais uma truculenta abordagem policial.
A data (28 de junho) passou a ser, portanto, símbolo de um posicionamento mundial na luta contra o preconceito e a intolerância.
O desconforto em falar sobre orientação sexual e identidade de gênero em qualquer ambiente, seja em casa, no ambiente de trabalho ou em espaços públicos, segue como um desafio hercúleo no século 21. Pesquisas têm reforçado que, mesmo hoje, não é simples e natural temas como estes.
É neste sentido, e considerando sua vocação de plataforma digital aberta, democrática e independente, que o Hora Campinas traz nesta terça-feira, em sua página no Instagram, um debate sobre esse tema. Membros da comunidade LGBTQIAP+ falarão sobre violência, preconceitos e desafios. A live começa às 19h e o convite a estendido aos milhares de seguidores do Hora.
Democracia, ciência e diversidade são os pilares que norteiam a política editorial do Hora Campinas. Em tempos de pandemia e de ataques sucessivos às instituições democráticas, posicionar-se ao lado das comunidades que sofrem por sua orientação sexual é papel civilizatório. O Hora reitera esse princípio e reforça que mantém olhar atento e elo incondicional com o diálogo, a empatia e o respeito às diferenças. É preciso caminhar pela inclusão e pela educação sem preconceitos. Vamos em frente!











