Mais uma vez o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou os juros básicos da economia brasileira de 13,25% para 13,75% ao ano, aumentando assim a taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), que serve como referência para todas as taxas de juros do mercado brasileiro.
Quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e no cartão ficam mais altos e isso desencoraja o consumo — o que, por sua vez, estimula uma queda na inflação. É uma das ferramentas para conter a alta dos preços e ter uma inflação previsível, estável e que possa ajudar a economia crescer. Para esse ano, a meta para o IPCA (Índice de Preços aos Consumidor Amplo) é de 3,5%.
No Brasil, o mais recente ciclo de alta começou em 17 de março de 2021. Desde então, a Selic subiu 12 vezes consecutivamente, de 2% para 13,75%, patamar atingido agora em agosto. É o patamar mais alto desde 2016, quando a taxa começou o ano em 14%.
Com a Selic alta, o impacto cai diretamente sobre os empréstimos. Isso afeta principalmente pessoas que tomam financiamentos para comprar casa ou carro — e consumidores que têm dívidas com cartão de crédito.
Uma alternativa para fugir desse crédito é o consórcio, que pode ser contratado tanto para concretizar um sonho ou mesmo por necessidade. O consórcio é uma opção de compra programada, em que um grupo de pessoas com o mesmo interesse entra em um fundo. Você não precisa dar uma entrada e paga apenas uma taxa administrativa, que não tem impacto com a alta da taxa Selic.
Essa é a principal vantagem do consórcio: não depender da alta da Selic, já que, além de não arcar com os juros, o consorciado tem prazos mais realistas de pagamento e parcelas com valores mais acessíveis.
Por isso, é uma modalidade que vem crescendo no Brasil. Segundo a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), no primeiro semestre o setor de consórcios bateu recorde de cotas vendidas. Com 1,85 milhão de cotas, foi o melhor resultado para o período nos últimos dez anos.
Além dos tradicionais consórcios para carro, imóveis, veículos pesados (caminhões, tratores etc), há outras modalidades como o recém-lançado consórcio para bikes. É uma opção também para quem quer instalar placas solares, mas não quer pagar juros altos. O consórcio é um sistema sólido, que cresce à revelia das oscilações da economia. Para quem tem um perfil de investidor de consórcio, pode ser uma boa opção para adquirir esse tipo de bem.
É preciso, sem dúvida, antes de contratar, fazer o planejamento para pagamento das parcelas mensais. Depois, verificar e pesquisar uma administradora confiável, segura e com solidez no mercado. Todos esses cuidados fazem total diferença para você ter um bem durável de forma planejada e dentro do seu orçamento.
Walmando Fernandes, administrador de empresas e MBA em gestão empresarial, é Head da Porto na região de Campinas











