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Home Colunistas

“Belfast” foge dos dramas próprios da guerra – por João Nunes

João Nunes Por João Nunes
16 de março de 2022
em Colunistas
Tempo de leitura: 3 mins
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“Belfast” foge dos dramas próprios da guerra – por João Nunes

Buddy (Jude Hill) narra as memórias do diretor Kenneth Branagh em “Belfast”- Fotos: Divulgação

O cartaz é bonito, a música de Van Morrison adequa-se ao tom memorialista, agregada à fotografia elegante do cipriota Haris Zambarloukos, os atores não comprometem (e Judie Dench, como sempre, sobra) e o roteiro do diretor se mostra eficiente.

As sete indicações ao Oscar, portanto, seriam referendo aos bons elementos de “Belfast” (Reino Unido, 2021, comédia dramática, 1h38 min.), de Kenneth Branagh. Entretanto, o filme não alcança a expectativa que o conjunto de qualidades cria.

Filmes de guerra sob a ótica infantil sempre se revelaram boa alternativa. Há muito sobre o que se debruçar: ingenuidade de seguir brincando, mesmo ante o perigo; medos que, mais tarde, parecerão ridículos, sensação de que o conflito, como nos contos de fada, pode ser dissolvido com poderes mágicos e capacidade de enxergar esperança em meio à morte.

Seria injusto dizer que “Belfast” desperdiça talentos, mas, certamente, lhe falta fôlego. O diretor carrega na memória tema com inequívocas possibilidades por ter vivenciado os acontecimentos – o confronto entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, a partir de 1968. Há sinceridade e empatia no que o menino Buddy (Jude Hill) vê e diz e existem verdades na descrição de um personagem espectador do evento.

 

Avó de Buddy, Granni, é a sempre impecável Judi Dench, indicada ao Oscar de atriz coadjuvante

 

E, claro, cabe o viés do humor para quebrar tensões. Rimos de ironias e piadas impiedosas, em geral frases que definem um povo, igual ao do avô (Ciarán Hinds), quando informa ao neto que a Irlanda do Norte é o primeiro lugar do mundo em consumo de um tipo de gordura. “Em alguma coisa, tínhamos de ser os primeiros”.

Ou quando Buddy rouba caixa de produto de limpeza durante ataque da população protestante a mercado católico. Para ele, não há roubo, mas saque, elemento de guerra. Ou a ironia do menino tentando entrar para uma gangue – o prenúncio do conflito.

No entanto, o filme ressente-se do drama próprio da guerra, mesmo levando em conta que a narrativa se concentra no período dos primeiros movimentos dela.

Não por acaso, a cena da avó Granni (a sempre impecável Judi Dench) como o neto torna-se poderosa. Ela lhe conta do filme “Horizonte Perdido” (Frank Capra, 1937), onde existe cidade-paraíso chamada Sangri-La e Buddy lhe pergunta se ela gostaria de ir a esse lugar. Na resposta melancólica e pungente ela afirma que não há estradas ligando Belfast ao paraíso.

E não por acaso, a cena final torna-se, igualmente, dolorosa. Existe uma guerra anunciada, mas falta dar o peso devido a situações com as quais a população civil terá de conviver, como separação das famílias, violência e mortes que virão como rescaldo do conflito.

 

Jamie Dornan, indicado ao Oscar de ator, interpreta o pai do garoto Buddy

 

Neste futuro cenário de guerra vive o menino de nove anos, com o irmão Will (Lewis McAskie), os pais (Jamie Dornan e Caitríona Balfe). Ele não quer deixar a rua onde mora, a escola onde estuda e nem ver parte da família atravessar o rio e viver em Londres enquanto outra parte ficará na cidade à espera das lutas.

Mas não há como fugir do drama que se desenha e da realidade a ser encarada. Há sofrimentos reais na vida do garoto que Kenneth Branagh não aproveita como matéria narrativa de inegável carga dramática. O riso serve como escape – claro, opção dele – e quem perde é o próprio filme.

Some-se problemas técnicos, como a mise-en-scène (encenação) mal executada em certos momentos, assim como a ambientação excessivamente limitada que não permite ao espectador vislumbrar a dimensão dos combates que se avizinham.

 

Caitríona Balfe, a mãe que vivencia dramas de guerra, como a separação da família

 

E, de outro lado, o diretor esbanja recursos como músico virtuoso se dedica a exibir dotes. Todo enquadramento tem seu objetivo e, alguns, caso do plongée e contra-plongée (filmado de cima para baixo e de baixo para cima), devem ser usados com parcimônia. Quando aparecem demais, como em “Belfast”, passa a impressão de exercício de virtuosismo.

Por fim, preto e branco, recurso bonito e charmoso, tornou-se fetiche de diretor, especialmente para falar do passado. Porém, o excesso do uso fez com que o valioso efeito estético perdesse força.

Belfast poderia ser retrato consistente da história do país e, ao mesmo tempo, animador porque o tempo contou a história e tornou possível aprender com o passado. Da forma como se concretizou, assistimos, apenas, a uma espécie de crônica do pré-guerra.

 

 

“Belfast” está indicado ao Oscar 2022 nas categorias filme, diretor, ator e atriz coadjuvante, roteiro original, canção original e som e, em Campinas, pode ser visto no Cinemark do Shopping Iguatemi

 

João Nunes é jornalista e crítico de cinema

Tags: ArtecinemacolunistasculturafilmesHora CampinasJoão NunesLazer
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