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Home Colunistas

Bellocchio mitifica delator de organização criminosa – por João Nunes

João Nunes Por João Nunes
14 de abril de 2022
em Colunistas
Tempo de leitura: 3 mins
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Bellocchio mitifica delator de organização criminosa – por João Nunes

Pierfrancesco Favino vive Tommaso Buscetta, personagem real que denunciou organização mafiosa italiana Fotos: Divulgação

O Brasil assistiu, há alguns anos, ao deprimente espetáculo de pessoas envolvidas em negócios escusos que foram descobertas e condenadas. Surpreendentemente, se apresentaram aos tribunais dispostos a denunciar seus pares e chefes. Teriam tomado oportuno banho de ética, ou estavam envergonhadas ante a família, a sociedade ou a nação? Nenhuma das alternativas.

Apesar de roubar, mergulhar em falcatruas e se fartar das benesses do dinheiro público, elas ganharam dois prêmios: se fizeram parecer honestas e corajosas ante a opinião pública e delataram – supostamente, para beneficiar o país quando, de fato, só queriam diminuir as próprias penas.

Em “O Traidor” (Il Traditore, Itália, França, Alemanha, Brasil, 2019, 153 min., 16 anos), o cineasta italiano Marco Bellocchio (roteiro dele e de Ludovica Rampoldi, Valia Santella e Francesco Piccolo) narra a história do mafioso Tommaso Buscetta (Pierfrancesco Favino) que, tomado de pudores, depois de exercer cargo de alto escalão em organização mafiosa italiana, decide denunciá-la.

No cargo, ele matou ou deu ordens para matar, e defendeu os “direitos” da organização de roubar, assassinar e se impor pela força; afinal, estava mergulhado na guerra generalizada de chefes da máfia siciliana pelo controle do tráfico de heroína.

 

Foragido no Brasil, soube que os mafiosos executaram o filho dele e que está sendo cassado.

 

Um julgamento coloca os principais líderes na cadeia, enquanto a polícia brasileira o prende e o extradita para a Itália. Frente ao juiz Giovanni Falcone (Fausto Russo Alesi), ele resolve “trair” as normas da organização e contar os podres.

 

Fausto Russo Alesi faz o papel do juiz Giovanni Falcone, que comanda o processo contra a máfia

 

As sessões do julgamento são verdadeiro teatro, como diz alguém referindo-se aos valentões destemidos com armas na mão ou respaldados pela organização. Presos, parecem frágeis donzelas de contos de fadas: desamparados, injustiçados, inocentes e imaculados, pedindo clemência e fingindo ataques de pânico, desmaios e males súbitos.

 

E são estúpidos, mal-educados, gritões, avessos às regras sociais e profanadores do sagrado, pois fazem o sinal da cruz e invocam Deus e a moral. Um deles se diz casado com única mulher (assim como o pai), como se tal estado significasse virtude garantidora do direito de matar.

 

 

A primeira parte do filme é uma sequência insuportável de mortes perpetradas por gente que não tem o menor apreço pela vida. Algumas, como o atentado contra o juiz (comemorada com muita festa), de uma crueldade que nos faz repensar os valores humanos.

Tudo feito em nome do poder e do dinheiro e simbolicamente entregues à família de sangue como esforço do trabalho e modo de valorizar o laço afetuoso e justificar a violência.

E os rituais fúnebres são cercados pelos exageros (nos ritos propriamente e nas manifestações familiares), em especial das mães, responsáveis por cuidar da família, enquanto os maridos aumentam as contas das mortes executadas por eles dia após dia.

 

Típica foto da família de mafiosos: adoram cantar e são dóceis e amorosos

A fotografia de Vladan Rodovic capta bem a atmosfera de morte ao conceber imagens quase sempre na penumbra, porque é nas sombras que o horror se oculta. Os cenários, também, quase sempre, claustrofóbicos são casas soturnas, porões, igrejas ou tribunais e com figurinos que, quando muito, variam o tom para azuis, obviamente escuros.

Em meio a tudo, a direção tenta dar lugar mitológico a Tommaso Buscetta, como se ele tivesse contribuído para desmascarar a organização. A denúncia dele é base do filme; porém, torna-se impossível não lhe atribuir responsabilidades, pois ele comandou sob preceitos da organização – a cena final é atestado da índole desse homem, cujo ato atende, apenas, ao sentimento de vingança.

 

A brasileira Maria Fernanda Cândido interpreta Cristina, mulher do mafioso

 

Filmes sobre máfia tendem emprestar glamour às famílias: elas adoram cantar e são amorosas e, os patriarcas, dóceis com netos, filhas e esposas – Cristina, a mulher de Buscetta é a brasileira Maria Fernanda Cândido. Esses elementos todos estão em “O Traidor”, mas nenhum afeto sobrevive a tanta violência.

 

O filme estreia nesta quinta-feira, 14 de abril, nas principais cidades do País e, em breve, nas plataformas de streaming

João Nunes é jornalista e crítico de cinema

 

Tags: cinemaFausto Russo Alesimáfia italianamarco bellocchioMaria Fernanda Cândidoo traidorPierfrancesco FavinoSala de CinemaTommaso Buscetta
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João Nunes

João Nunes

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