Confiando na força do time dentro do Majestoso, onde estava invicto na atual temporada, com direito a uma vitória sobre o São Paulo no Campeonato Paulista, o torcedor pontepretano acreditava que pudesse comemorar mais um triunfo sobre um grande adversário do estado de São Paulo, desta vez o Santos, favorito ao acesso e ao título da Série B.
No entanto, o sonho de surpreender o atual vice-campeão paulista durou pouco tempo. Bastaram menos de 25 minutos para o Peixe construir a vantagem que seria suficiente para sair de campo com os três pontos, com gols marcados em um espaço de apenas seis minutos. O zagueiro Gil abriu o placar aos 16′ e o meia Giuliano aumentou aos 22′. Um verdadeiro balde de água fria.
Após o intervalo, a Macaca esboçou uma reação, ao diminuir o prejuízo com gol de cabeça do zagueiro Sérgio Raphael, mas não foi capaz de buscar o empate, que na visão do técnico João Brigatti teria sido o resultado mais justo após 90 minutos.
“Mesmo não criando tantas oportunidades, tivemos a bola para conseguir o empate no segundo tempo com Jean Carlos. Acredito que o resultado mais justo na partida seria o empate perante o Santos”, analisou o técnico João Brigatti.
“Na verdade, eu vejo a partida como positiva, tirando os dois erros fatais, principalmente o de bola parada. Não é fácil você sair de 2 a 0 contra o Santos. A gente fica muito chateado com a derrota. Ninguém quer derrota e não podemos aceitar. A gente quer ver a equipe vencer sempre. Agora é buscar com acertos e situações para evoluir e conseguir resultados positivos”, indicou Brigatti.
“Temos que parar com essa situação de time grande e time pequeno. A Ponte também é um time grande, tanto que encarou o Santos de frente desde o início da partida. A gente não se acovardou, mas tivemos duas falhas de situações treinadas, cobradas e faladas durante a semana”, lamentou João Brigatti.
“Lógico que tivemos erros fatais, como nos dois gols, mas estamos evoluindo. Tivemos algumas oscilações nos últimos jogos, mas a nossa equipe vem crescendo”, acredita Brigatti.
O comandante pontepretano também aproveitou para explicar a saída do meia Elvis, autor da cobrança de escanteio que originou o único gol pontepretano da partida, para a entrada do lateral-direito Jean Carlos, uma das quatro mudanças que o treinador promoveu no segundo tempo.
“O Elvis não é intocável, é um profissional que tem se dedicado ao máximo na Ponte Preta, mas ele já tinha baixado a guarda no meio-campo e, por isso, trocamos. Temos jogadores para suprir a ausência dele. É um jogador que admiro, temos uma amizade e contamos com ele”, justificou Brigatti.
Com pouco tempo para lamentar o primeiro resultado negativo como mandante na atual temporada, a Ponte Preta volta a campo para enfrentar a Chapecoense no próximo domingo (19), às 16h, na Arena Condá, pela 6ª rodada da Série B.











