Os vereadores de Campinas analisam em definitivo na noite desta segunda-feira (20), durante a 29ª sessão ordinária, o projeto de lei que estabelece a “Política Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios e nas Arenas Esportivas.”
A proposta é do vereador Jair da Farmácia (Solidariedade), e traz referência ao jogador brasileiro Vinicius José Paixão de Oliveira Junior, ponta esquerda do Real Madrid que foi vítima de racismo em diversas ocasiões em partidas na Europa.
Com a lei em vigor, o objetivo será promover o combate ao racismo nos estádios e nas arenas esportivas, através da realização de campanhas educativas em períodos de intervalo ou que antecedem os eventos esportivos ou culturais.
“Também propomos dentro deste Projeto de Lei a divulgação das políticas públicas voltadas para o atendimento às vítimas das condutas de racismo e até a interrupção das partidas ou shows em andamento em caso de denúncia ou reconhecida manifestação de conduta racista por qualquer pessoa presente, sem prejuízo das sanções cíveis, penais e previstas no regulamento da competição e da legislação desportiva”, explica Jair da Farmácia.
A proposta também prevê a interrupção da partida em andamento em caso de denúncia ou reconhecida manifestação de conduta racista por qualquer pessoa presente, “sem prejuízo das sanções cíveis, penais e previstas no regulamento da competição e da legislação desportiva”.
A Lei Vini Junior já foi aprovada em diversas câmaras municipais e estaduais por todo o Brasil.
Futebol feminino
A outra proposta sobre o tema, prevista para passar por análise inicial, é a do vereador Carlinhos Camelô (PSB), que cria diretrizes para a implantação da política municipal de incentivo ao futebol feminino em Campinas.
Segundo o vereador, o objetivo da política municipal é promover a participação de mulheres na prática de futebol de campo, futebol de salão (futsal), futebol society, futevôlei e futebol de areia.
“Devido à grande discrepância existente em relação aos investimentos no futebol masculino de alto rendimento, o futebol feminino vem sofrendo ao longo de décadas com a falta de incentivos e com a baixa aplicação de recursos, o que resulta na carência de projetos sistematizados e bem estruturados”, expõe Carlinhos Camelô.
Entre outras ações, a proposição do parlamentar propõe a criação de projetos ligados ao esporte educacional que inclui todas as atividades físicas, esportivas, lúdicas e de lazer oferecidas às estudantes da rede municipal de ensino, sem obrigações com regras rígidas, ou obrigações de alto rendimento.
Além disso, determina que sejam voltados para as práticas de futebol feminino pelo menos 30% dos projetos implantados nos equipamentos esportivos da administração direta e indireta, nos parques e próprios municipais nas categorias, principalmente na sub-15, sub-17 e sub-20.











