A saia midi é a peça fundamental do guarda-roupa para o Inverno 2024. Destacada nos desfiles das grandes marcas como Gucci, Miu Miu, Prada e Valentino, esta peça versátil conquistou o mundo fashion de todas as idades. Os modelos mais desejados são feitos de fibras naturais, cetim, seda, renda e tule, apresentando texturas e volumes estruturados.
Explore 19 maneiras de usar a saia midi e arrase neste outono/inverno!
Saia Midi com Moletom

A combinação de saia midi com moletom está em destaque no street style europeu. A tendência athleisure, que mescla elementos esportivos com casuais, continua em alta. Experimente diferentes cortes de saia midi e varie nos calçados para criar um look descontraído e moderno.
Saia Midi com Blazer Oversized

A junção de saia midi com blazer oversized é infalível. A silhueta balonê, vista nas passarelas das grandes grifes, é uma escolha acertada. Combine com camisetas básicas ou estampadas e complete com botas, sapatilhas, slingbacks ou tênis esportivos para um toque fashion.
Saia Midi com Tricô

Para um visual casual e sofisticado, combine sua saia midi com tricô. Opte por tons neutros como areia, azul claro, cinza e preto, mas não dispense vermelho, listrado e marrom, que estão em alta neste outono/inverno. Saia midi com textura e volume é um must-have, seguindo a tendência das roupas estruturadas vistas em desfiles como o da Balmain. Aposte também em peças com laços, uma grande tendência para 2024.
Saia Midi com Camisa Social

A camisa social feminina é um item essencial. Peças em fibras naturais, cetim ou jeans são escolhas inteligentes. Combinar uma camisa social com uma saia midi preta resulta em um visual elegante e prático. Adicione botas de cano alto ou médio, slingbacks, tênis esportivos ou mocassins para um estilo versátil e estiloso.
História da Saia: de tradição ancestral a ícone da moda
Nas civilizações antigas, tanto homens quanto mulheres usavam peles de animais amarradas à cintura para cobrir a parte inferior do corpo. Essa prática ancestral de vestuário sobreviveu por muitos séculos, evoluindo lentamente com o tempo.
No século XII, a saia começou a se destacar no guarda-roupa feminino, sendo usada com corpetes em modelos plissados e mais longos. Esse período marcou o início da diferenciação entre roupas masculinas e femininas. No século XIV, com o surgimento da moda como um conceito de distinção social, a saia tornou-se um símbolo de status. Espartilhos combinados com saias longas e plissadas foram adotados pelas mulheres da alta sociedade.
Durante o século XVIII, a separação entre os nobres e os plebeus era evidente no vestuário. Na Belle Époque, no final do século XIX, o padrão de beleza exigia cinturas de 40 cm, alcançadas com espartilhos extremamente apertados. Muitas mulheres até se submetiam a cirurgias para remover costelas. As saias volumosas complementavam esse visual restritivo.
No início do século XX, Paul Poiret revolucionou a moda ao abolir o espartilho, propondo roupas mais soltas e confortáveis. Em 1920, Coco Chanel lançou saias na altura da canela, práticas e funcionais para os movimentos da dança popular da época. Com a Segunda Guerra Mundial, a escassez de tecidos levou à criação de roupas mais simples e retas, que ainda mantinham charme e elegância.

Após a guerra, a moda voltou a ser glamorosa e feminina com as criações de Christian Dior, que introduziu as saias evasê e godê. Nos anos 1960, a estilista Mary Quant quebrou paradigmas ao lançar a minissaia, que se tornou um símbolo de liberdade e juventude.
Desde então, a saia passou por inúmeras transformações, adaptando-se a cada nova tendência e permanecendo uma peça fundamental e versátil no guarda-roupa feminino.
Hoje, temos uma variedade de estilos, cortes e tecidos, refletindo a rica história e a evolução contínua dessa peça icônica.
Daniela Nucci é jornalista – danielanucci@horacampinas.com.br














