O setor supermercadista paulista manteve ritmo de expansão em 2025, com abertura de novas lojas e geração de empregos, mas ainda enfrenta o desafio de preencher vagas em aberto. A regional da APAS (Associação Paulista de Supermercados) em Campinas foi responsável pela geração de 2.301 empregos no período –716% a mais em relação ao saldo no mesmo período de 2024, que foi de 282 postos de trabalho. O saldo de oportunidades, porém, trouxe uma demanda em aberto composta por 5.866 vagas.
“Tivemos um crescimento acima da média estadual no período. Seguimos firmes com o propósito de fortalecer o setor supermercadista na nossa região, que desempenha um papel estratégico na economia ao colaborar com a empregabilidade e o consumo”, destacou o diretor regional da APAS, Acácio Maciel.
O levantamento da APAS aponta que mais de 2.800 estabelecimentos foram inaugurados nos primeiros nove meses do ano no Estado de São Paulo, com a geração de 18.870 postos de trabalho, volume cerca de 41% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Apesar desse avanço, mais de 36 mil vagas permanecem abertas em território paulista.
Segundo o presidente da APAS, Erlon Ortega, o setor segue ampliando a oferta de empregos formais, ao mesmo tempo em que lida com dificuldades na contratação e retenção de profissionais.
“Por isso, a entidade tem atuado no apoio a iniciativas de formação, na ampliação de parcerias e no fortalecimento de programas que conectam trabalhadores às oportunidades no varejo alimentar”, afirma.
O levantamento também indica renovação do perfil da força de trabalho, com maior participação dos jovens nas novas vagas e uma recomposição positiva entre os profissionais com mais experiência: jovens de 18 a 24 anos correspondem a 34% das novas contratações, enquanto profissionais de 50 a 64 anos responderam por 24% das admissões, sinalizando uma recomposição positiva entre diferentes faixas etárias.
Vagas
Já em relação à demanda por vagas em aberto, a análise detalhada por cargo mostra quais são os potos mais carentes:
- Operador de caixa lidera o ranking das vagas disponíveis, representando 22% do total
- Na sequência aparece o repositor (17%)
- O açougueiro (13%) vem em terceiro
- E o operador de frios e laticínios (12%) em quarto
Esses dados revelam que as funções de contato direto com o cliente e de abastecimento das lojas são as maiores demandas.
De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o elevado número de vagas abertas reflete os investimentos na expansão das lojas e a inauguração de novas unidades. “Mesmo com a abertura líquida de mais de 18.800 mil postos de trabalho, o volume ainda não foi suficiente para atender à necessidade de mão de obra do setor”, avalia.











